
2) Relativizar a ruptura estética promovida pelos modernistas da Semana de 1922 a partir de textos considerados "não modernistas", escritos a partir do fim do século 19.
3) Caracterizar as limitações do mercado cultural brasileiro dos anos 20 e 30 e a posição do escritor nesse período da história brasileira.
4) Tomar contato com outra estética literária, produzida por autores "desconhecidos".
2) Ler o soneto 12 do poema "Via Láctea" de Olavo Bilac (1903), e a versão parodiada de Aparício Torelly (1926) e um poema de Mário de Andrade a escolher. Sugerimos Anhangabaú.
3) Ler a frase "No Brasil, tenho pena de quem vive da pena".
Houve também autores considerados impertinentes pela crítica da época, normalmente esquecidos pela crítica literária, pois através de seus escritos revelavam muitos ressentimentos e fissuras da sociedade brasileira do início do século, ainda marcada pela escravidão, pelo analfabetismo e pela pobreza generalizada.
2) Ler o poema de Olavo Bilac, ressaltando o esquema das rimas e da métrica e a temática, ainda ligadas à estética literária de fins do século 19.
3) Ler o poema de Mário de Andrade, ressaltando a ausência das rimas e a alteração da métrica. Ressaltar a ruptura estética do poema. Enfatizar a temática da cidade de São Paulo e aproximá-la da busca pela hegemonia cultural paulista promovida pela Semana de 22.
4) Lembrar aos alunos que naquela época, 80% da população brasileira era analfabeta e que o exemplar de "Macunaíma", escrito por Mário de Andrade, não vendeu mais do que 600 exemplares até os anos 40, relativizando, assim, o impacto da Semana de 22.
5) Ler a frase do item 3 e caracterizar a precariedade dos circuitos de leitura no Brasil do início do século.
6) Ler a paródia de Aparício Torelly e ressaltar a crítica inerente a ela. Ressaltar as funções da forma parodiada e a necessidade de aliar forma e função para compreender as manifestações artísticas de maneira mais ampla.
*Camila Koshiba Gonçalves é mestre em história social pela USP e professora do Colégio Ítaca.
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