
Dessa forma, é importante levar os alunos a refletirem sobre o próprio termo "descolonização". Para alguns historiadores, essa palavra reflete uma interpretação eurocêntrica da história, pois não retrata a luta das nações africanas para a conquista de suas independências. Tal processo parece, assim, resultado apenas de um desejo de transformação do colonizador.
É importante que os alunos reconheçam não apenas as diferentes nações africanas no desenvolvimento dos seus processos de independência como avaliem as diferenciadas estratégias para alcançá-la.
2) Reconhecimento do processo de descolonização africana: os diferentes interesses de seus agentes históricos.
3) Reconhecimento da literatura de cordel como fonte para o historiador.
2) Depois da introdução à temática, faça uma reflexão sobre o uso do conceito de "descolonização". Coloque-o no quadro e peça que a turma descreva quais conceitos poderiam substituí-lo de modo que o processo histórico e o papel dos sujeitos históricos se tornem mais evidentes. Pense com os alunos se tal termo reflete ação ou passividade por parte dos africanos.
3) Depois dessa reflexão, escolha o processo de independência de alguma região específica da África para demonstrar as ações políticas dos envolvidos no processo. Sua escolha deve se relacionar com conteúdos que já tenham sido desenvolvidos anteriormente com os alunos. Assim, o aprendizado se torna ainda mais significativo para o grupo.
4) Divida a turma em equipes com cerca de seis pessoas. Peça que criem jogos de tabuleiro com perguntas e respostas sobre o tema. Cada equipe deverá definir as regras do jogo que formular. Auxilie os alunos para que formulem algumas questões para debate em que os jogadores conversariam sobre o processo africano de descolonização. Tais questões podem não ser pontuadas na partida, mas revelam o principal objetivo da atividade. Ao fim do trabalho o grupo deve jogar com o próprio tabuleiro para necessárias adaptações no material.
Observação: É fundamental que a formulação das questões seja acompanhada, para que o conhecimento histórico não fique resumido a datas ou aos chamados grandes nomes. Auxilie os grupos para que formulem questões para aprofundamento do que foi estudado.
5) Troque os jogos de tabuleiro entre as equipes. Cada uma poderá experimentar o material produzido pelo restante da sala.
2) Organize a apresentação para a turma do folheto produzido.
Deixe que pesquisem aspectos de interesse pessoal e que troquem informações em sala de aula antes de ser iniciada a abordagem do processo de independência das regiões africanas.
*Érica Alves da Silva é historiadora.
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