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História geral

Revolução Industrial

Érica Alves da Silva*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Introdução

Refletir sobre os resultados da efetivação do imperialismo na África possibilita o reconhecimento de algumas problemáticas atuais no continente. É fundamental que este trabalho se desenvolva valorizando a diversidade cultural africana sem que sua história fique atrelada ao desenvolvimento histórico europeu.

Esta abordagem permite analisar não apenas aspectos econômicos e políticos que levaram ao processo de neocolonialismo, mas também estabelecer reflexões sobre as idéias que o legitimaram.

Objetivos

1) Reconhecimento do contexto e das justificativas para a efetivação do imperialismo.

2) Análise de mapa.

3) Reconhecimento e debate sobre o conceito de imperialismo.

4) Uso de histórias em quadrinhos para a construção do conhecimento histórico e análise dos quadrinhos como documento histórico.

Estratégias

1) Leve à sala de aula um mapa do território africano dividido entre os países imperialistas. Peça que os alunos o observem atentamente e levantem questões como: "Por que os nomes de outros países estão presentes no mapa africano?"; "Este mapa é semelhante ao do continente africano na atualidade?".

2) Exponha uma pequena definição do que significa o termo imperialismo. Use o retroprojetor, peça que um aluno leia e inicie um debate com os alunos.

3) Agora peça que os alunos relacionem o mapa ao conceito. Utilize suas conclusões para iniciar a apresentação desta temática de modo expositivo. É fundamental que os aspectos culturais africanos que foram desconsiderados nessa "partilha da África" sejam abordados, além dos aspectos econômicos e políticos.

4) Depois da reflexão referente às razões econômicas e políticas da exploração imperialista, questione a turma se esse tipo de exploração seria efetuado sem que nada o legitimasse. Neste momento é fundamental que os alunos percebam a necessidade de observar diferentes aspectos de um dado contexto histórico para que ele possa ser percebido em toda sua complexidade. Então, aborde o que foi o darwinismo social e sua utilização.

Atividades

1) Entregue aos alunos, dispostos em duplas, textos para aprofundamento da temática em análise.

2) Traga para a sala de aula uma pequena história em quadrinhos e faça um procedimento de leitura como documento histórico. Tal procedimento permitirá que os alunos percebam quais estratégias podem usar na construção de sua história em quadrinhos e como analisá-las numa pesquisa histórica.

3) Peça que os alunos criem uma história em quadrinhos que apresente o processo de colonização africana. Devem ser criados os personagens e na história é fundamental que os aspectos tratados em sala de aula sejam retomados. Os quadrinhos permitem ilustrar o conhecimento e podem ser também usados para análise de conceitos utilizados na história, estudados como registro de época etc.

4) Peça que algumas duplas apresentem aos colegas os procedimentos escolhidos para tratar a problemática na história em quadrinhos.

5) Para finalizar o trabalho exponha a produção de toda a turma para que as várias histórias sejam socializadas. Nesta exposição é interessante retomar o uso dos quadrinhos para a disciplina e fazer um pequeno registro no mesmo mural.

Sugestões

O uso das histórias em quadrinhos é uma estratégia que possibilita o desenvolvimento de uma série de habilidades e competências. Neste sentido, a atividade pode ser desenvolvida de modo interdisciplinar. Isso pode tornar a proposta ainda mais significativa para os alunos.

Seu uso é muito mais complexo e apresenta muitas outras possibilidades, além das apresentadas neste plano. Para que se possa conhecer outras estratégias de uso, a obra "Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula" permite importante aprofundamento.

BARBOSA, Alexandre. "Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula". Alexandre Barbosa, Paulo Ramos, Túlio Vilela, Ângela Rama, Waldomiro Vergueiro, (orgs.). 2a ed. - São Paulo: Contexto, 2005.

*Érica Alves da Silva é historiadora.
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
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