
2) Reconhecimento do impressionismo: suas técnicas, temáticas e historicidade.
3) Percepção do papel da crítica no passado e no presente.
4) Reconhecimento das possibilidades de uso da obra de arte para o conhecimento do passado.
2) Pergunte se alguém conhece o nome do pintor e a época em que as obras que estão sendo apresentadas à classe foram feitas. Depois de perceber os conhecimentos prévios dos alunos, faça uma pequena explanação sobre o artista, em que local vivia, em que épocas pintou as diversas obras, etc. Nesse momento é fundamental explicar a importância do impressionismo e como suas características eram revolucionárias para a época. Para tanto, será preciso evidenciar os temas, a técnica e as cores usadas pelos artistas.
3) Leve réplicas de outras obras de arte e mostre-as para a sala, indicando apenas as datas em que foram produzidas. Durante tal exibição questione se a arte se modifica com o passar do tempo, ouça as idéias dos alunos e use aquelas que favoreçam a explicação do tema. (Mostre as obras cronologicamente, assim poderão perceber suas transformações, ainda que elas sejam apenas uma estratégia para que entendam a riqueza do impressionismo.)
4) Nesse momento, explique a singularidade do impressionismo e como suas obras foram vistas pelos críticos de arte da época. Assim, os alunos perceberão as transformações no mundo da arte e as influências da evolução dos meios de comunicação e transporte (em especial a ferrovia) na criação dessas obras.
5) Volte a algumas imagens e pergunte: será que o artista usou o mesmo tipo de material que os impressionistas? Será que as pinceladas foram dadas da mesma maneira que as usadas pelos impressionistas? As tonalidades das cores são parecidas?
2) No retorno à sala de aula peça que alguns voluntários descrevam seus registros e expliquem o que significam suas impressões. À medida que as impressões são verbalizadas, relacione-as à maneira de ver a realidade dos impressionistas. Assim, você pode retomar as críticas feitas ao impressionismo, revendo aspectos fundamentais dessa arte, como as pinceladas, a maneira peculiar de ver a luz e suas inovações temáticas.
3) Leve algumas críticas de arte para a sala de aula. Elas podem ser retiradas de jornais ou revistas e podem analisar teatro, cinema ou outras formas de arte. Para trabalhar com os alunos, as críticas que utilizem notas ou "estrelinhas" são de fácil compreensão. Pergunte aos alunos se as análises dos críticos são usadas como parâmetro na escolha de algo que se queira assistir, visitar ou ler. A partir das observações dos alunos, é possível voltar ao momento em que o impressionismo surge e entender o papel dos críticos na interpretação desse movimento artístico.
5) Caso seja possível usar a obra "Linéia no jardim de Monet", de Cristiana Bjõrk, escolha algumas partes da obra para evidenciar a relevância das obras de Monet e dos impressionistas em geral para a história da arte. Leia os trechos com os alunos, fazendo e permitindo questionamentos.
"Impressionismo: reflexões e percepções", de Meyer Schapiro. São Paulo: Editora Cosac Naify, 2002. (Sugestão: a leitura dessa obra auxilia no conhecimento do impressionismo, de seus temas, técnicas e principais artistas. Talvez o quarto capítulo, intitulado "As estradas de ferro", permita uma contextualização histórica mais rica, já que auxilia na visualização da importância da ferrovia para a época.)
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