
Inicialmente, divida os alunos em dois grupos que serão denominados "grupo de cabeza" e "grupo de corazón" (use os próprios ícones dos grupos -cabeza e corazón- , ou números, cores, etc). Ao explicar aos alunos a atividade a ser realizada, o professor poderá:
a) Apresentar-lhes dois cartazes com os verbos a serem empregados pelos dois grupos, ou
b) escrever na lousa os nomes dos dois grupos (cabeza e corazón) bem como os verbos integrantes de cada um deles.
A proposta é que os alunos discutam o tema em sala, colocando-se a favor ou contra tal prática, apresentando suas idéias, argumentos, etc. aos demais; para tanto, aquele que está com a palavra, deverá empregar um dos verbos pertencentes a seu grupo (é importante que você, professor, não intervenha neste momento sobre possíveis erros de construção verbal; a intenção é justamente deixá-los experimentar as combinações).
É possível ainda estabelecer regras como o tempo de fala de cada indivíduo, elencar um aluno para anotar as frases dos colegas de seu grupo, se será admissível ou não a complementação das idéias por outro integrante do grupo... Terão cumprido a meta ao empregarem todos os verbos da lista.
O próximo passo é a análise das frases faladas; nesse momento o saber é construído coletivamente e, com a explicação do professor, todos os alunos deverão perceber, deduzir..., sobre as particularidades de construção tanto de um grupo (denominado de cabeza) quanto de outro (de corazón), ou seja, quais verbos são conjugados no modo indicativo e quais no modo subjuntivo e assim por diante.
Para sistematizar esses conhecimentos, uma boa estratégia é usar a internet para conhecer os jornais que trazem em sua página virtual, um fórum de opinião na qual os internautas falam sobre o tema que os alunos discutiram; além de comparar as visões sobre o mesmo tema, essas leituras funcionam como exemplos, estudos de caso,etc. Na impossibilidade de acesso de computadores pelos alunos, você poderá fazer uma transparência com os textos fragmentados, escrevê-los na lousa, etc.
Não se esqueça que sua intenção deve estar clara para os alunos: o que se esperará deles é, num primeiro momento, fazer uso das expressões de opinião mas também, que as empreguem corretamente; não há dúvida que essa competência virá com bastante treino, bastante exercício, quer dizer, oportunidades que você, professor, criará ao longo das aulas.
Em segundo lugar, é importante que você valorize esses momentos de exercício da fluência verbal e do poder argumentativo dos alunos, relacionando atividades desse gênero com o dia a dia, o vestibular, etc.
*Claudine U. Whitton é professora de espanhol.
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