
2) Estimular os alunos a questionar as visões estereotipadas a respeito dos antigos romanos, popularizadas em outros filmes e produtos da indústria cultural.
3) Compreender que conceitos como "cidadania" e "escravidão" são construções históricas, que tiveram diferentes significados em diferentes contextos temporais, passando por diversas transformações, até terem o significado que possuem hoje.
4) Fornecer elementos para os alunos entenderem que não podemos avaliar outra cultura, julgando-a por nossos próprios critérios. A sociedade romana é anterior à moral judaico-cristã e mais ainda aos ideais iluministas. Por isso, idéias como "pecado", "igualdade" ou "direitos humanos" eram totalmente desconhecidas.
Os dois protagonistas da série são inspirados em um centurião e um legionário, mencionados - de passagem - por Júlio César em seu relato sobre a conquista da Gália. Portanto, tudo a respeito deles é apenas produto da imaginação dos roteiristas da série. Mas as tramas são, em sua maioria, verossímeis e possuem o mérito de apresentar os diferentes grupos que compunham a sociedade romana.
Em segundo lugar, porque ninguém é mais indicado que o próprio professor, que conhece e convive com seus alunos, para saber o que é mais adequado para essa ou aquela classe específica. Por exemplo, assistindo à série em casa, o professor pode concluir que seria interessante exibir um determinado episódio para a turma "X", mas não para a turma "Y".
2) Antes de exibir o episódio que você selecionou, é fundamental esclarecer aos alunos que uma atividade, trabalho ou avaliação será feita a partir do filme. A exibição do filme não pode de modo algum ser confundida com um meio de "matar aula". Planejar aulas diferenciadas não é sinônimo de "enganação". Oriente os alunos a fazer breves anotações no caderno enquanto assistem ao filme.
2) Entre os aspectos que podem ser trabalhados nas questões estão a religiosidade dos romanos, que a série apresenta na forma de diversos rituais domésticos; o fato de que os escravos exerciam funções bem especializadas, alguns até viviam em condições melhores que a maioria dos plebeus livres (um exemplo da série é Posca, o escravo de Júlio César, que exercia funções de secretário e conselheiro) e a relatividade dos conceitos morais, principalmente no que se refere à sexualidade (convém destacar que a série mostra que os plebeus não eram tão "liberais" ou "promíscuos" quanto os patrícios).
3) "Roma" permite traçar comparações entre a sociedade romana e a nossa. Um exemplo é o fato de que a concepção de casamento deles era diferente da concepção atual: a maioria dos casamentos era de conveniência, não por amor, a virgindade feminina era valorizada e a média de idade das noivas estava em torno de doze ou treze anos. Por outro lado, também encontramos semelhanças: a corrupção nos bastidores do poder, os subornos, a compra de votos, as intrigas políticas.
Apesar de estarem apenas em inglês, esses textos são curtos e, caso o professor não esteja familiarizado com esse idioma, podem ser lidos facilmente com o auxílio de dicionários.
2) Os episódios de "Roma" contêm muitas cenas de violência e de sexo quase explícito. No entanto, elas estão a serviço da trama, pois nos lembram que a sociedade romana era muito diferente da nossa: os patrícios mantinham relações sexuais na presença dos seus escravos (a idéia de privacidade era algo desconhecido); os escravos eram vistos apenas como "propriedades", etc.
Descartar totalmente a idéia de utilizar os episódios da série por causa das cenas de sexo (que, curiosamente, parecem causar mais preocupação que as de violência) é uma incoerência nesta época, em que as questões sobre a sexualidade e as relações de gênero se tornam cada vez mais assunto obrigatório nas salas de aula.
Roma - primeira temporada
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