
2) Conhecer alguns dos motivos que levaram os familiares a se deslocarem espacialmente;
3) Levantar hipóteses acerca das condições sociais da época do deslocamento que podem tê-los impulsionado;
4) Elaborar um questionário por meio do qual obtêm-se dados significativos para a investigação;
5) Reconhecer a entrevista como fonte de conhecimento.
2) Levantar o conhecimento dos alunos acerca da origem de seus ascendentes e registrar na lousa o nome dos lugares de onde vieram.
3) Pedir que socializem o que conhecem sobre os motivos do deslocamento de pais e/ou avós.
4) Pedir que os alunos perguntem a seus familiares de onde vieram e por quê.
5) Solicitar que tragam uma foto (ou algum outro objeto marcante) do lugar de origem de algum de seus ascendentes.
2) Solicitar que estabeleçam critérios para a organização dessas informações e as organizem. Exemplos: classificar os locais de origem por região da cidade, por cidade, por Estado, País. Ou cruzar a época do deslocamento com o lugar de origem e de destino. Ou, ainda, listar as diferentes razões que levaram os familiares a se deslocarem;
3) Com base na organização das informações, elaborar os objetivos da investigação (o que queremos saber com essa pesquisa);
4) Pedir que os alunos elaborem hipóteses sobre o que vão pesquisar.
2) Em roda, conversar sobre o que aprenderam ao ler as notícias de jornal. Não esquecer de estimular a reflexão sobre o que foi publicado, procurando evidenciar o tratamento dado à questão pela mídia na época.
3) Com base nos objetivos de investigação e nos conhecimentos adquiridos com a leitura das notícias, dividir a classe em grupos por subtemas de investigação e elaborar questionários a serem realizados com os familiares. A idéia é evitar o tipo survey, principalmente porque os motivos que estimularam o deslocamento podem ser bastante particulares.
4) Realizar as entrevistas. As mesmas podem ser feitas com a utilização de gravadores portáteis (nesse caso é preciso inserir na programação um momento destinado à transcrição das falas) ou por escrito (os próprios entrevistados podem responder).
5) Organizar os resultados das entrevistas.
6) Definir outras fontes que serão consultadas para a interpretação dos dados. Podem ser textos de livros didáticos, enciclopédias (virtuais ou não), textos científicos ou outros textos de divulgação científica, etc.
7) Interpretar os dados à luz dos conhecimentos obtidos com as leituras, organizá-los e socializá-los.
*Celina Fernandes Bruniera é mestre em sociologia da educação pela Universidade de São Paulo e assessora educacional.
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