
2) Ampliar a noção de (res)socialização.
3) Conhecer a construção social dos papéis de gênero ao longo do tempo.
2) Perguntar se conhecem pessoas que pensam e agem de forma diferente daquela mencionada por eles e por que os alunos acham que essas pessoas pensam e agem dessa forma.
a) Mudança na ideologia da maternidade com o discurso sobre a responsabilidade materna no cuidado da criança a partir do Iluminismo (ver particularmente os trabalhos de Jean-Jacques Rousseau);
b) Séculos 18 e 19, com o advento do capitalismo, divisão entre a esfera doméstica e a do trabalho e com isso a divisão do mundo por gêneros, sendo a dependência econômica e a constituição da casa vistas como esfera feminina;
c) Segunda Guerra Mundial, momento em que muitas mulheres assumem o emprego dos homens;
d) Décadas de 1960 e 1970, declínio do orçamento familiar associado a uma ideologia de mudança do papel social da mulher faz com que a mulher ocupe um lugar mais freqüente no mundo do trabalho.
2) Expor aos alunos a proposta de realização de uma pesquisa que tem como hipótese que a inserção do migrante num determinado contexto cultural próprio de cidades grandes (secularizadas, burocratizadas) pode mudar a concepção de como homens e mulheres devem ser.
3) Explicitar os critérios para a seleção de sujeitos com que realizarão uma entrevista. Cada aluno entrevistará um casal. Os cônjuges devem:
a) ter pelo menos um filho;
b) morar junto;
c) morar em uma cidade de grande porte há pelo menos 10 anos;
d) ter casado pelo menos dois anos antes da mudança.
4) Elaborar com a classe um questionário que requeira dos entrevistados decidir entre alternativas propostas a que melhor represente sua forma de pensar e agir (questões que mostrem diferentes concepções a respeito dos papéis dos gêneros, por exemplo "Quantos dias da semana você é responsável por cuidar de seus filhos?") e perguntas abertas que tematizem possíveis mudanças que possam ter ocorrido quando da chegada no lugar em que moram agora.
5) Solicitar que realizem a pesquisa.
6) Ensinar os alunos a tabularem os resultados das questões cujas respostas são na forma de alternativas e a organizar os dados obtidos com perguntas abertas.
*Celina Fernandes Bruniera é mestre em sociologia da educação pela Universidade de São Paulo e assessora educacional.
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