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Sociologia

Sistema de ensino brasileiro

Celina Fernandes Bruniera*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Objetivos

1) Levantar o conhecimento dos alunos acerca do sistema de ensino brasileiro e ampliar o repertório dos alunos sobre o tema;

2) Conhecer diferentes fontes de informação e de conhecimento;

3) Saber analisar os dados e as perspectivas apresentados;

4) Refletir sobre o que tem caracterizado as mudanças implementadas no sistema de ensino brasileiro.

Estratégias

1) Levantar o conhecimento prévio dos alunos sobre o sistema de ensino brasileiro (suas origens e suas características);

2) Pedir que exponham suas opiniões sobre o que é freqüentar uma escola no Brasil, sobre o que os leva a freqüentar uma escola, sobre as expectativas que têm em relação ao que a escola oferece;

3) Solicitar que conversem com seus familiares para saber um pouco da escola a que essas pessoas tiveram acesso e se tiveram acesso. Evidenciar a importância de conhecer os motivos que levaram as pessoas a estudarem, as dificuldades ou facilidades encontradas para iniciar os estudos e para dar continuidade a eles;

4) Em roda de conversa, pedir que os alunos socializem as informações e impressões obtidas por meio da conversa com os familiares;

5) Pedir que os alunos elaborem hipóteses acerca dos processos sociais que mediaram e têm mediado a história da educação no Brasil e a atual configuração do sistema de ensino brasileiro;

6) Pedir que os alunos formem grupos de quatro membros cada para realizarem uma pesquisa acerca do sistema de ensino brasileiro. Pode ser solicitada a leitura de:

  • Constituição da República Federativa do Brasil (capítulo 3 "Da Educação, da Cultura e do Desporto"),
  • Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9394/96),
  • artigo "A educação e a cultura nas constituições brasileiras", de Alfredo Bosi, um estudo comparativo de seis Constituições brasileiras (1824, 1891, 1934, 1937, 1946 e 1967) em relação à educação e à cultura, publicado na revista "Novos Estudos CEBRAP," nº. 14, fev. 1986, pp. 62-67,
  • estudos sobre a história da educação no Brasil e sobre as reformas educacionais,
  • textos e dados publicados no site do Ministério da Educação,
  • artigos e notícias de jornais e revistas (antigos e mais recentes).

    É importante fazer um recorte muito preciso daquilo que será lido pelos alunos e orientá-los no sentido de que possam fazer bom uso das fontes, conhecendo suas caracaterísticas, por meio sobretudo da tematização do contexto de produção dos textos a serem analisados. Acompanhar a leitura que os grupos fizerem desses textos em classe e orientá-la é fundamental porque consiste em conteúdo a ser ensinado.

    7) Solicitar que elaborem um roteiro para novas entrevistas com os familiares, agora com mais repertório sobre o tema. As entrevistas podem ser gravadas;

    8) Discutir com os alunos os possíveis meios de comunicação das informações obtidas e dos conhecimentos construídos (cartazes, slides, etc.).

    9) Pedir que organizem os resultados obtidos com a pesquisa, a fim de que isso seja compartilhado com os colegas de classe.

    10) Estimular a análise desses resultados pelo grupo-classe e a elaboração de conclusões sobre o tema. Aqui cabe o retorno à questão da configuração do sistema de ensino no momento atual, de suas origens e perspectivas. As conclusões também podem ser comunicadas de diversas formas (artigos, relatórios, etc.).

    Sugestões

    O trabalho pode ser desenvolvido numa seqüência de oito aulas.

    Luiz Pereira, Florestan Fernandes, Marilia Sposito, Otaíza Romanelli e Alfredo Bosi têm contribuições importantes para o tema. A leitura de suas obras ou de parte delas pode ser fundamental para ampliar o repertório do professor e para a organização de dados que podem ser analisados pelos alunos.

    *Celina Fernandes Bruniera é mestre em sociologia da educação pela Universidade de São Paulo e assessora educacional.
  • Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
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