Política de valorização do café

Luciane Cristina Miranda de Jesus

Ponto de partida

Ler o texto Convênio de Taubaté - Estado protege cafeicultores.

Comentário

A história brasileira nos mostra que nosso país se utilizou, em determinados períodos históricos, de um produto agronômico para alavancar o seu progresso. O café, por exemplo, teve seus períodos gloriosos, assim como a cana-de-açúcar.

Em relação ao café, da maior importância para a economia brasileira no final do século 19 e durante várias décadas do século seguinte, o Estado nos mostrou o quanto ele foi protecionista, a ponto de comprar e estocar o excedente da produção para garantir o preço do produto no mercado internacional.

Objetivos

1. Conhecer a importância do café na história do Brasil.

2. Conhecer quais as formas de mão-de-obra utilizadas na lavoura cafeeira.

3. Entender como se engendrou a política do café-com-leite e a política dos governadores.

4. Identificar a estrutura política da época e suas implicações na vida social brasileira.

5. A partir do Convênio de Taubaté, analisar os limites entre a classe dominante e o Estado.

Estratégias

1) Antes de iniciar o conteúdo propriamente dito, faça perguntas aos alunos, pois é uma maneira de avaliar os conhecimentos que a classe tem sobre o que será estudado. Por exemplo:

a) O café era uma planta nativa ou foi introduzida no Brasil?

b) Quando o café passou a ser cultivado?

c) Em que período histórico o café passou a ser um produto de exportação?

d) Em quais Estados brasileiros o café se aclimatou perfeitamente?

e) Quais benefícios o café trouxe para o Brasil, especificamente para os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro?

f) Qual a classe social que se beneficiava diretamente dos lucros e do prestígio social conquistados com a produção cafeeira?

2) Após esse breve diálogo, apresente o contexto histórico brasileiro durante o governo Rodrigues Alves, presidente eleito em 1902 pelas elites paulista e mineira.

3) Explique quais os motivos que levaram Rodrigues Alves a se recusar a executar a "política de valorização do café" e, por conseguinte, desvalorizar a moeda nacional, o mil-réis.

4) Comente com os alunos como a supersafra de um produto faz cair o preço no mercado internacional (lei da oferta e da procura) e esboce uma Linha do Tempo, marcando as três supersafras do café: a primeira ainda no século 19, no ano de 1896, a segunda em 1901 e a terceira em pleno governo Rodrigues Alves, em 1906.

5) Questione a classe da seguinte maneira: "Como 1906 era ano de eleição presidencial, e uma vez que o presidente em exercício não aceitara as proposições discutidas pelo Convênio de Taubaté, vocês acham que o próximo presidente eleito seria um aliado dos cafeicultores?".

6) A partir das respostas apresentadas, explique como Afonso Pena, sucessor de Rodrigues Alves, resolveu salvar o preço do café no mercado internacional, tomando empréstimos milionários, intervindo no mercado e desvalorizando a moeda nacional.

7) Leia em voz alta o trecho final do artigo, subtitulado "Um balanço do acordo", no qual o autor elucida a força política que os cafeicultores tinham sobre a máquina estatal. Fica evidente que o Estado interviria, sim, na economia, uma vez que os membros da oligarquia cafeeira eram o próprio Estado.

Luciane Cristina Miranda de Jesus
é formada em história pela Universidade de São Paulo e professora dessa disciplina na rede particular de ensino do Estado de São Paulo.

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