Figuras de linguagem são formas de expressar o pensamento ou o sentimento de modo vivo, enérgico, vibrante, capaz de impressionar o ouvinte ou leitor e escapar ao uso corriqueiro que se faz das palavras e da língua. Podem ser classificadas em figuras de palavras,
figuras de construção e
figuras de pensamento.
Entre as figuras de palavras, distinguem-se dois principais grupos: o das metonímias e o das
metáforas.
Metonímia
A palavra assume outro sentido que não o literal ou denotativo, por meio de uma associação de sentidos tem como base a contigüidade (e não a similaridade) entre os elementos. Ou seja, é uma analogia por sentidos próximos, relativos. Veja os exemplos:
Adoro ler Shakespeare.
O famoso poeta inglês, morto há mais de 400 anos, não pode ser lido. Seu nome é usado na frase para representar a sua obra. Você adora é ler os livros de Shakespeare.
Tomamos vinte latas de cerveja!
Ainda que os sujeitos da frase possam ter ficado bem bêbados, eles não tomaram as latas, mas a cerveja que estava dentro delas.
A metonímia ainda tem variações:
Sinédoque
Uma palavra que expressa um elemento menor representa algo de expressão maior. (Obs. Há uma grande controvérsia entre gramáticos sobre a sinédoque ser uma variedade da metonímia ou vice-versa.)
Ganharás o pão com o suor do teu rosto.
Pão, no caso, vale por toda a alimentação. Suor do rosto significa esforço, trabalho.
Luíza completou 15 primaveras ontem.
Não foram só primaveras, mas também verões, invernos e outonos, ou seja, "primavera" aí significam "anos".
Antonomásia
É a designação de uma pessoa não pelo seu nome, mas pela qualidade ou circunstâncias que o tornaram famoso:
O poeta dos escravos, expressão usada para designar Castro Alves.
Cidade Maravilhosa, é um modo de se referir ao Rio de Janeiro.
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