
As figuras de pensamento, subdivisão das figuras de linguagem, são recursos estilísticos para tornar nossa expressão mais contundente e provocar impacto no ouvinte ou leitor. Entretanto, o efeito que provocam origina-se mais das idéias que estão por trás das palavras do que por elas mesmas ou pela construção das frases.
A tabela resume as principais:
Figuras de pensamento |
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|---|---|
Antítese |
É o uso de palavras opostas numa mesma construção. |
Exemplo |
Às vezes, fazemos o mal, quando queremos fazer o bem. |
Paradoxo |
Raciocínio aparentemente contraditório, um aparente contra-senso. Todo paradoxo contém, em última análise, uma antítese. |
Exemplo |
Há muitos ricos que são muito pobres. (No caso, a contradição se daria entre a riqueza material e a pobreza espiritual.) |
Ironia |
Consiste em se afirmar o posto do que se pretende dizer, com intenção de crítica ou escárnio. |
Exemplo |
Os políticos brasileiros são tão honestos! (Sem comentários...) |
Eufemismo |
É a suavização de uma idéia desagradável ou agressiva. |
Exemplo |
O senhor está faltando com a verdade (ou seja, com todas as letras, está mentindo). |
Alusão |
Referência a um fato, um trecho, ou personagem conhecido. |
Exemplo |
“Andei sobre as águas, como São Pedro” (verso de Paulo Vanzolini). |
Preterição |
Fingir não afirmar aquilo que se está afirmando. |
Exemplo |
Nem vou mencionar o excessivo esforço que me causa ouvir a sua argumentação. (Ora, o excessivo esforço foi literalmente mencionado.) |
Gradação |
Expressão progressiva do pensamento, numa ordem que parte da menor para a maior intensidade. |
Exemplo |
Caminhou apressado, correu, disparou pela rua. |
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