A indústria petrolífera brasileira enfrenta um desafio para os próximos anos, que é reduzir as taxas de
enxofre do diesel comercializado no país para níveis mais próximos dos praticados na Europa, cumprindo plano da ANP (Agência Nacional de Petróleo).
As regras atuais permitem teores de até 500 ppm (partes por milhão) no diesel comercializado em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e em pouco mais de 200 outras cidades. No resto do país as taxas admitidas vão até 2.000 ppm, valores muito distantes dos aceitáveis pelas regras européias, onde o permitido vai de 10 a 50 ppm, com planos de redução para o máximo de 10 ppm até 2009.
A principal causa das altas taxas de enxofre no diesel nacional é o tipo do
petróleo aqui extraído, chamado parafínico ou pesado, que tipicamente apresenta concentrações do produto superiores aos óleos do tipo leve ou naftênico, mais comuns na Europa e Estados Unidos.
O enxofre é encontrado na natureza tanto
in natura como na forma de compostos metálicos de
chumbo (PbS), zinco (ZnS), ferro (FeS
2) ou na de sulfatos minerais, como o gesso (CaSO
4?2H
2O). Presente nos solos sedimentares de onde o petróleo é extraído, o enxofre se mistura ao produto e termina por se incluir na composição química de seus derivados.
Males do enxofre
Na combustão do diesel dentro dos motores, o enxofre presente no combustível reage com o oxigênio da mistura combustível-ar e produz dióxido de enxofre (SO
2), que é eliminado junto com os outros gases de combustão (CO, CO
2 e NOx).
O dióxido de enxofre é uma substância poluidora altamente nociva, tanto à saúde humana quanto ao ambiente em geral. Quando inalado o SO
2 causa irritação das
vias respiratórias e pode provocar ou agravar doenças respiratórias cardiovasculares e
câncer.
Uma vez na atmosfera o dióxido de enxofre reage com água e forma ácido sulfúrico (H
2SO
4), principal agente químico da
chuva ácida, que pode provocar grande destruição ambiental pela morte de árvores, alteração do
pH dos rios e lagos e contaminação dos solos.
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