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O ensino tradicional tem tratado o aluno como mero espectador e receptor passivo das informações contidas nos conteúdos curriculares, que lhe são explicadas e transmitidas durante as aulas pelos professores e pelos manuais, destinadas a seu desenvolvimento intelectual e a sua aprendizagem.
Falta o hábito de estimular nos jovens o interesse pelos trabalhos investigativos, de acordo com as normas científicas, sobre conteúdos curriculares e situações corriqueiras do dia-a-dia, para saber aplicar procedimentos técnicos na sua explicação e estudo.
Se agissem dessa forma, as escolas conduziriam, aos poucos, os alunos a se tornarem indagadores do mundo que os cerca, e a adquirirem o costume de questionar e refletir sobre aquilo que lhes é oferecido dentro das salas de aula e não, simplesmente, aceitá-lo porque assim foi ensinado, ou assim está no livro.
Hoje, mais do que nunca, acredita-se que o componente básico curricular deveria estar baseado em atividades orientadas pelas disciplinas regulares capazes de fomentar a mobilização e a participação dos estudantes na exploração dos conteúdos propostos voltados e adaptados à realidade em que eles vivem ou viverão.
Em vez de serem locais de rotinas enfadonhas pela eterna repetição do tradicional processo de ensino-aprendizagem, as salas de aula deveriam ser verdadeiros laboratórios e oficinas vivas do "aprender fazendo" e de treinamento das habilidades conceituais, procedimentais e atitudinais dos próprios estudantes, com a orientação de professores preparados dentro dos conceitos da metodologia científica e capazes de despertar nos alunos o gosto pela investigação dos fatos e pela descoberta do conhecimento significativo.
Em "Projetos de Pesquisa: Estratégias de Ensino e Aprendizagem em Sala de Aula", pretende-se concretizar essas idéias de maneira simples e clara, proporcionando ao professor informações básicas de metodologia da ciência aplicadas aos projetos escolares de pesquisa, apresentando-lhe exemplos práticos baseados nas teorias oferecidas, para que ele possa estendê-las a muitos outros fatos e descobrir soluções para problemas mais complexos.
Por meio dos projetos o aluno é colocado diante de situações-problema, de preferência tiradas da realidade vivida, para serem estudadas de maneira sistematizada e para que, por meio delas, ele consiga dominar novos conceitos.
Outro ponto importante é que essa forma de trabalhar e estudar proporciona ao aluno diferentes ângulos de ver e de refletir sobre o mundo em que vive, age e se relaciona, dando-lhe oportunidades de concordar, discordar e criticar o que percebe, construindo, progressivamente, seu conhecimento.
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