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"Trinta Crônicas Irreverentes" reúne textos assinados por ele entre 1878 e 1894 nas colunas "A semana", "Bons Dias!", "A gazeta de Holanda" e "Balas de Estalo", publicadas por quatro periódicos do Rio de Janeiro. Por sua linguagem coloquial, e destinada a tratar do efêmero, a crônica permitiu ao "bruxo do Cosme Velho", como a ele se referia o poeta Carlos Drummond de Andrade, narrar e comentar, com sarcasmo e ironia, tanto os temas mais relevantes quanto os fatos frívolos de seu tempo, apresentando também uma galeria única de tipos e personagens.
Esta seleção permite ao leitor apreciar o espírito crítico e o olhar arguto com que o autor abordava várias facetas do cotidiano da capital federal na segunda metade do século 19, quer ligados à Igreja Católica e à monarquia, quer à escravidão.
Em "Balas de Estalo", por exemplo, sob o pseudônimo Lélio, Machado mete sua "colher queimada", como ele próprio classificava sua atividade, nos mais variados temas: da corrupção à mudança do nome das ruas, da repressão policial ao império da publicidade, do movimento republicano ao abolicionismo.
Para que os leitores contemporâneos possam apreciar melhor os textos selecionados, cada crônica é precedida de um comentário sucinto sobre a história de cada periódico, o contexto de cada coluna, esclarecendo as numerosas referências a personagens e fatos, a textos literários e obras de arte e a manchetes dos jornais. Há também um glossário para os termos mais incomuns, o que possibilita entender em toda sua extensão as brincadeiras que Machado fazia com as palavras e a irreverência de seus textos.
Trinta crônicas irreverentes
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