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Os episódios mostram como, pouco a pouco, um povoado torna-se nação, constituindo um povo que é mestiço por natureza. Mesclam-se as etnias indígena, negra e branca de origem européia, tanto dos extratos mais altos quanto mais baixos da sociedade.
A proposta ousada de Maria José Silveira vai página a página mostrando as faces do machismo, do autoritarismo e do abuso do poder, mas também da sensibilidade e do conhecimento, por meio de personagens marcantes.
O livro retrata mulheres corajosas que viram seu destino mudar de um momento para o outro devido a casamentos arranjados por suas famílias, tais como as personagens Sahy, Tebereté e Maria Taiaôba e termina retratando uma mulher chamada Rosa-Flor, atriz que é filha de pais que fizeram parte da luta armada nos idos dos anos 1960. São cinco séculos de histórias de pessoas que atravessaram as terras do Brasil em busca de sobrevivência, de criação e manutenção de patrimônio e de relações afetivas.
A obra de Maria José Silveira é uma prosa lúcida e envolvente que tem por característica maior dar voz e lugar à mulher e ao processo de mestiçagem tão fundamentais da história do Brasil.
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