Os brasileiros com maior escolaridade têm mais dificuldade em encontrar trabalho do que aqueles com menor instrução. Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2006, a taxa de desocupação entre as pessoas com 11 anos de escola ou mais foi de 8,3%. Já entre aqueles com menos de um ano instrução, o índice foi de 4,1%.
O quadro varia conforme os Estados. Em Roraima, por exemplo, a taxa de desocupação entre as pessoas com menos de um ano de escolaridade foi menor que 1,7%, enquanto no Rio de Janeiro o índice foi de 9,9%.
| Menos de 1 | 4,3% | 4,1% |
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| 1 a 3 | 5,5% | 5,3% |
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| 4 a 7 | 9,3% | 8% |
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| 8 a 10 | 14,6% | 13,1% |
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| 11 ou mais | 9,2% | 8,3% |
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| Taxas de desemprego | | Anos de estudo | 2005 | 2006 |
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VEJA ESPECIAL PNAD 2006 |
"Nos grandes centros, é muito mais difícil conseguir trabalho sem escolaridade. Até dos trabalhadores da construção civil costuma-se exigir ensino fundamental", analisa Marcelo Abrileri, do site de recolocação profissional curriculum.com.br.
Menos "empregáveis"Embora a taxa de desemprego seja menor entre os menos escolarizados, essas pessoas não foram tão favorecidas pela expansão do mercado de trabalho entre 2005 e 2006.
Enquanto a taxa de ocupação nacional cresceu em 0,9 ponto percentual no período, os menos escolarizados viram o emprego expandir em apenas 0,2 pontos percentuais.
Em São Paulo, a situação é ainda mais desfavorável para essas pessoas: a taxa de desocupação aumentou de 8,2% para 8,6%. Já os mais escolarizados tiveram maior facilidade para se inserir no mercado. A taxa de desocupação entre eles caiu de 9,4% para 8,5%.
"E vai continuar sendo assim. Nas áreas urbanas, cresce a exigência não exatamente de anos de estudo, mas da capacidade de se aperfeiçoar", diz Abrileri.
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