A quase totalidade ds crianças brasileiras de 5 a 14 anos está matriculada na escola. A expansão tem sido expressiva especialmente entre as de 5 e 6 anos. De 1996 a 2006, diminuiu em 21,1 pontos percentuais a proporção de crianças destas idades fora da sala de aula. O índice, que era de 35,8% há onze anos, recuou para 14,7% no ano passado, segundo dados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
| Crianças fora da escola |
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| 1996 | 35,8% | 8,7% |
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| 2006 | 14,7% | 2,3% |
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| Ano | 5 a 6 anos | 7 a 14 |
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Entre as crianças em idade de freqüentar o ensino fundamental (7 a 14 anos), a proporção de matriculados foi alta em 2006: 97,6%. Em Santa Catarina, o número chega quase à totalidade: 99%.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pela pesquisa, sugere que o aumento se deve ao acréscimo de um ano no ensino fundamental. Em fevereiro de 2006, lei federal tornou obrigatória a matrícula de crianças de seis anos nesse nível de ensino.
Mais anos de estudoMatriculadas, as crianças também têm permanecido mais tempo na escola. Desde 1996, o número de anos de estudo completos avançou em 30,2%, chegando a 6,9 anos em 2006.
O aumento dos anos de estudo também foi expressivo na faixa de 20 a 24 anos. Em 1996, as pessoas dessa idade tinham, em média, 6,9 anos de estudo. Em 2006, tiveram 9,2.
O IBGE também aponta que as mulheres têm estudado por mais tempo do que os homens. Em 2006, 31,1% delas tinham passado 11 anos ou mais na escola, enquanto entre eles, esse percentual era de 27,3%.
Os anos de estudo parecem ter sido decisivos para a inserção feminina no mercado de trabalho: em 1996, 27,3% das mulheres que trabalhavam tinham mais que 11 anos de estudo. Em 2006, a taxa chegou a 44,2%, superior à dos homens (33,5%).
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