O secretário-executivo da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), Luís Fonseca, prevê velocidades diferentes para a reforma da língua. Ele falou na quinta-feira (4) à Rádio ONU, de Nova York, sobre o calendário para aplicação de regras comuns de escrita nos oito países de língua portuguesa.
"Assim como o Brasil fala de um período de dois a cinco anos, já há declarações de responsáveis portugueses de que isso levará dez anos. É preciso encontrar um caminho comum que nos permita prever quando todos os países possam escrever da mesma maneira", explicou o secretário.
Luís Fonseca acredita que, a princípio, o desrespeito pelas regras comuns não será motivo de reprovação nas escolas. "Numa fase de transição, não seria obviamente essa a razão de levar um estudante a reprovar. Até porque as chances de cometer um erro seriam muito reduzidas. No máximo, 1,5% das palavras vão ser afetadas pelo acordo. Se o estudante reprovar é mesmo porque não sabe, e não por ter falhado num acento ou num hífen", disse.
Em 2004, foi proposta uma norma que permitia a entrada em vigor de um acordo, desde que ratificado por apenas três países. A norma só foi aprovada pelo Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
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