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02/05/2008 - 15h25

Ensino prático é forte do ensino de medicina no RS

Léo Gerchmann
Especial para o UOL
Em Porto Alegre
As faculdades de medicina do Rio Grande do Sul têm a tradição de manter uma relação estreita entre o ensino teórico e as aulas práticas. Essa característica é pinçada pelo diretor da Faculdade de Medicina da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Mauro Czepielewski, para dar um porquê para o desempenho gaúcho na avaliação realizada pelo MEC.

De acordo com tal avaliação, das seis faculdades com nota máxima (entre um total de 103), três são do Rio Grande do Sul: a UFRGS, a UFCSPA (Universidade Federal de Ciências Médicas) e a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria). O Estado alcançou a marca de ter metade das mais bem avaliadas. Outras 17 graduações, com índices e notas abaixo do esperado pelo MEC, vão ficar sob supervisão do Ministério.

O MEC divulgou na terça-feira (29) a lista dos 17 cursos de medicina que estão sob supervisão por causa de baixas notas dos estudantes nas avaliações federais. Apenas uma é do Rio Grande do Sul. Leia mais
EXCEÇÃO À REGRA
Czepielewski não analisou apenas a faculdade que dirige, mas todas as três destacadas. "Temos uma tradição comum", diz ele. "Esse nosso desempenho se deve à dedicação dos alunos, estrutura da faculdade e professores, além dos hospitais universitários e da estrutura curricular. Nossos professores estão acostumados a ensinar fazendo. Mantemos contato com a prática. Não é uma nota fácil de ser conseguida. Nossos alunos saem habilitados a exercer a medicina em qualquer lugar."

Outro fator, indicado pela coordenadora da faculdade de medicina da UFSM, Leris Haeffner, é o atendimento dos professores aos alunos. "Na sala de aula ou no hospital, o professor se responsabiliza por 10 ou 12 alunos. É um atendimento diferenciado", diz a responsável pela faculdade gaúcha.

Em comum, as três faculdades gaúchas têm as seguintes características: mantêm hospitais universitários, qualificação dos professores (em média, 70% deles têm mestrado ou doutorado), laboratórios com equipamentos sempre renovados e atualizados e iniciativa científica precoce (desde o início do curso, os alunos são incentivados a trabalhar com pequisa acadêmica).
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