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17/05/2008 - 17h18

Haddad quer acertar agenda com portugueses para implantar nova ortografia

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  • Portugueses reagem contra aprovação e criticam Brasil


  • O ministro brasileiro da Educação, Fernando Haddad, disse nesse sábado à Lusa que o Brasil quer acertar com Portugal uma agenda para implantar as medidas propostas no acordo ortográfico, após a aprovação pelo Parlamento português na sexta-feira (16) do segundo protocolo modificativo.

    O governo brasileiro recebeu com muita satisfação a decisão da Assembléia da República de Portugal de aprovar o segundo protocolo modificativo, que abre caminho para a entrada em vigor do acordo ortográfico em Portugal.

    "O acordo ortográfico simboliza o sentimento de unidade dos países de língua portuguesa e permitirá o aprofundamento da cooperação e integração internacional entre os países membros da CPLP", declarou Haddad à Lusa.

    O ministro brasileiro disse que quer marcar duas reuniões com a sua homóloga portuguesa, Maria de Lurdes Rodrigues, uma em Lisboa e outra em Brasília, para acertar o cronograma de implantação das medidas estabelecidas no acordo ortográfico.


    Nesse encontro, o ministro apresentará a Portugal a proposta elaborada pela Comissão para Definição da Política de Ensino-Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa (COLIP), que prevê o início da reforma ortográfica da língua portuguesa no Brasil já a partir de janeiro de 2009.

    Esta proposta prevê um prazo de transição de três anos para que a nova ortografia seja plenamente adotada no país.

    O ministro informou ainda à Lusa que já ordenou à Secretaria de Educação Básica a produção de um manual com as medidas do acordo ortográfico e instruções para os professores, que será distribuído pela Rede Pública de Educação Básica em todo o Brasil.

    A Academia Brasileira de Letras também recebeu com entusiasmo a decisão da Assembléia da República de Portugal, considerando a aprovação como um "marco histórico".

    "Inscreve-se, finalmente, a língua portuguesa no rol daquelas que conseguiram beneficiar-se há mais tempo da unificação de seu sistema de grafar, numa demonstração de consciência da política do idioma e de maturidade na defesa, difusão e ilustração da língua da lusofonia", afirmou o presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni.

    Na opinião do acadêmico Marcos Vilaça, que presidiu a ABL entre 2006 e 2007 e cuja gestão incentivou a aceleração do processo para a aprovação do acordo, Portugal acaba de dar "prova de grande maturidade e modernidade".

    "A simplificação do emprego do idioma vai possibilitar o incremento das relações culturais na comunidade lusófona", destacou.

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    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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