Em quatro Estados, o indicador de qualidade de ensino do MEC (Ministério da Educação), o
Ideb, avançou apesar de piora dos alunos em avaliações nacionais. Foi o caso do ensino médio de Ceará e Matro Grosso e das séries finais do fundamental em Rio Grande do Sul e Sergipe.
Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11), em 2007, esses Estados "passaram de ano" mais estudantes que em 2005, mesmo com as notas mais baixas nos exames bienais do MEC, Prova Brasil e Saeb.
Além desses exames, o Ideb leva em conta a "taxa de aprovação" de alunos - daí a melhora do índice naqueles Estados.
As médias dos alunos nesses exames ainda não foram divulgadas. Os dados divulgados pelo MEC apenas mostram se houve variação positiva ou negativa na taxa de aprovação e nas médias dos alunos.
No Rio Grande do Sul, a diminuição do número de alunos reprovados nas chamadas "séries finais do ensino médio" (5ª a 8ª) garantiu ao Estado alcançar a nota de Ideb estabelecido pelas metas do MEC.
O Estado viu o Ideb subir de 3,8 em 2005 para 3,9 em 2007, mesmo com queda nas notas dos alunos nas provas do MEC.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, descartou relação entre melhora no Ideb e progressão automática - sistema em que nenhum aluno é reprovado. Segundo ele, "se houver aprovação automática dos alunos, as notas cairão nos exames, o que trará para baixo também o Ideb".
Reynaldo Motta, presidente do Inep, instituto responsável pelas tabulações do MEC, também rechaçou a possibilidade de escolas aprovarem todos os alunos para melhorar nota no Ideb.
Segundo Motta, notas nos exames e taxa de aprovação são fatores "dependentes um do outro".
Em 2004, quando foi criado o índice, o MEC condicinou ao cumprimento de metas do Ideb o repasse de verbas a escolas e governos.
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