O
avanço nos dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgado nesta quarta-feira (10) pelo MEC (Ministério da Educação), pode não se reproduzir em 2009. É o que acredita o ministro da Educação, Fernando Haddad, que falou em entrevista nesta tarde em Brasília.
| IDEB 2007 |
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| Alagoas | 3,0 | 2,9 | 3,3% |
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| Amapá | 2,9 | 2,8 | 3,4% |
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| Espírito Santo | 3,8 | 3,6 | 5,3% |
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| Goiás | 3,2 | 3,1 | 3,1% |
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| Pará | 2,8 | 2,7 | 3,5% |
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| Rio de Janeiro | 3,3 | 3,2 | 3,3% |
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| Sergipe | 3,3 | 2,9 | 12,1% |
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| Estado | 2005 | 2007 | Queda |
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"O avanço é muito significativo para nós imaginarmos que ele vá se reproduzir em 2009. Precisamos primeiro consolidar esse resultado para ver se esse círculo virtuoso se repetirá", disse o ministro. Segundo ele, ainda é cedo para fazer uma revisão das próximas metas a serem atingidas pelos Estados.
Para Haddad, a melhora no indicativo vem principalmente da escola pública. "O aumento foi geral, mas não conseguiríamos atingir esses números sem as escolas públicas, já que elas correspondem a 90% das matrículas no Brasil".
Frente aos resultados de
melhoria na educação básica, Haddad disse que o Brasil está no melhor dos mundos. "Temos a melhoria da proficiência em português e matemática, por meio do desempenho nas provas, e melhoria na taxa de aprovação. Cumprimos a meta com algum louvor, mas ainda temos muito esforço a fazer para alcançar os objetivos de 2021".
Repasse de verbasHaddad explicou que nenhuma escola será punida por não atingir as metas, mas que o repasse de verbas será condicionado. "A variável do reajuste será na autonomia dos recursos. Aquelas que atingiram as metas receberão o repasse automaticamente, e as outras terão que estabelecer junto ao MEC um plano de trabalho de melhoria".
A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, disse que o repasse pode ser de R$ 10 mil a R$ 70 mil por ano, de acordo com o número de alunos de cada escola. "Se uma escola tiver 200 alunos, receberia R$ 10 mil. Se tiver 2 mil estudantes, pode receber R$ 70 mil".
Pilar explicou que as verbas repassadas pelo MEC não são a única fonte de recurso da escola. "Não é dinheiro para pagar conta de luz ou de água. Esse dinheiro é destinado aos projetos criados para melhorias do ensino. Vamos fazer o que for preciso para melhorar. O importante é manter o mesmo pique que foi dedicado agora".
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