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11/06/2008 - 17h35

Para Haddad, é difícil manter avanço no Ideb em 2009

Claudia Andrade
Em Brasília
Mariana Tramontina
Em São Paulo
  • Por que a educação brasileira ainda tira nota vermelha? Opine


  • O avanço nos dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgado nesta quarta-feira (10) pelo MEC (Ministério da Educação), pode não se reproduzir em 2009. É o que acredita o ministro da Educação, Fernando Haddad, que falou em entrevista nesta tarde em Brasília.

    IDEB 2007
    Arte / UOL
    Alagoas3,02,93,3%
    Amapá2,92,83,4%
    Espírito Santo3,83,65,3%
    Goiás3,23,13,1%
    Pará2,82,73,5%
    Rio de Janeiro3,33,23,3%
    Sergipe3,32,912,1%
    Estado20052007Queda
    "O avanço é muito significativo para nós imaginarmos que ele vá se reproduzir em 2009. Precisamos primeiro consolidar esse resultado para ver se esse círculo virtuoso se repetirá", disse o ministro. Segundo ele, ainda é cedo para fazer uma revisão das próximas metas a serem atingidas pelos Estados.

    Para Haddad, a melhora no indicativo vem principalmente da escola pública. "O aumento foi geral, mas não conseguiríamos atingir esses números sem as escolas públicas, já que elas correspondem a 90% das matrículas no Brasil".

    Frente aos resultados de melhoria na educação básica, Haddad disse que o Brasil está no melhor dos mundos. "Temos a melhoria da proficiência em português e matemática, por meio do desempenho nas provas, e melhoria na taxa de aprovação. Cumprimos a meta com algum louvor, mas ainda temos muito esforço a fazer para alcançar os objetivos de 2021".

    Repasse de verbas
    Haddad explicou que nenhuma escola será punida por não atingir as metas, mas que o repasse de verbas será condicionado. "A variável do reajuste será na autonomia dos recursos. Aquelas que atingiram as metas receberão o repasse automaticamente, e as outras terão que estabelecer junto ao MEC um plano de trabalho de melhoria".

    A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, disse que o repasse pode ser de R$ 10 mil a R$ 70 mil por ano, de acordo com o número de alunos de cada escola. "Se uma escola tiver 200 alunos, receberia R$ 10 mil. Se tiver 2 mil estudantes, pode receber R$ 70 mil".

    Pilar explicou que as verbas repassadas pelo MEC não são a única fonte de recurso da escola. "Não é dinheiro para pagar conta de luz ou de água. Esse dinheiro é destinado aos projetos criados para melhorias do ensino. Vamos fazer o que for preciso para melhorar. O importante é manter o mesmo pique que foi dedicado agora".
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