A USP (Universidade de São Paulo) entrou com ação judicial contra o piquete de alunos e servidores armado em frente ao prédio da reitoria nesta terça-feira (17). Os manifestantes
impediram a entrada de funcionários e a realização da reunião ordinária do Conselho Universitário.
Segundo a assessoria de imprensa da instituição, a ação foi pedida pela 4ª Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, que emitiu ordem para que os alunos e funcionários liberassem os acessos ao prédio da Reitoria, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
"Por volta das 15h, as entradas do prédio foram liberadas e as atividades da administração central da USP voltaram à normalidade", disse a assessoria.
É a segunda vez em menos de um mês que as atividades da reitoria, onde trabalham cerca de 800 funcionários, são a
suspensas devido à piquete em frente ao prédio.
Piquete na reitoriaHouve empurra-empurra entre manifestantes, que estavam na porta do prédio, e professores que fazem parte do conselho. "Tinha até professor ameaçando aluno com bengala", disse Aníbal Cavali, diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).
Depois da confusão, alguns integrantes do conselho --que reúne dirigentes das unidades da USP, funcionários e estudantes-- foram para o prédio da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), do lado de fora da universidade.
Hoje, parte das atividades da maior universidade do país estão suspensas. Alunos de algumas unidades receberam e-mails de professores avisando que não haveria aulas.
"As salas do bloco central estarão trancadas, pois só os funcionários têm as chaves. Por esso motivo não haverá aulas na ECA", dizia e-mail distribuído na última segunda-feira (16) por professora da Escola de Comunicações e Artes.
Serviços como restaurante universitário, ônibus circulares e bibliotecas também estão parados.
A pauta de reivindicações dos servidores inclui reajuste salarial de R$ 200 e a concessão de bonificações baseadas em plano de carreira. Os estudantes exigem eleições diretas para reitor e reformulação do estatuto da universidade.
Se não tiverem as reivindicações atendidas, os funcionários ameaçam entrar em greve em agosto, depois das férias do meio do ano.
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