Nesta terça-feira (17), a greve de professores da rede municipal de São Gonçalo (RJ) chega ao 43º dia sem dar sinais de estar próxima do fim.
Em 5 de maio, os servidores iniciaram paralisação para pedir reajuste salarial de 26%. Na última segunda-feira, a prefeita Maria Aparecida Panisset (PDT) ofereceu 4%, proposta rechaçada pelos grevistas.
"Já admitimos algo que seja menor que os 26% que queríamos inicialmente. Mas 4% não chega perto de repor as perdas salariais que tivemos", disse Maria Beatriz Lugão, diretora do sindicato estadual dos profissionais da educação em São Gonçalo.
A rede municipal da cidade, uma das maiores do Estado do Rio, atende 53 mil alunos e tem 6 mil servidores.
A greve atinge 60% das instituições, segundo o sindicato, e 15%, segundo a secretaria municipal da Educação. Os professores ameaçam não repor as aulas se houver o corte de pontos do período da greve, mas o secretário garante que o salário será pago normalmente.
A LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional) prevê o cumprimento de 200 dias letivos.
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