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17/06/2008 - 18h25

Em Alagoas, cerca de 2 mil servidores da Educação fazem passeata; 3.150 estão em greve

Karina Yamamoto
Em São Paulo
Na manhã desta terça (17), cerca de 2 mil servidores estaduais de Alagoas fizeram uma caminhada de protesto. A estimativa de participantes é do Sinteal, sindicato da categoria. A passeata teve início na Praça Sinimbu, por volta das 10h30 e seguiu até a sede do governo, congestionando o trânsito na capital alagoana.

Os manifestantes reivindicam enquadramento dos servidores na carreira da educação e, com isso, aumento salarial em torno de R$ 470 para servidores de nível elementar e R$ 606 para nível médio. Atualmente os funcionários que cuidam da administração, como serventes, faxineiras e motoristas estão na mesma categoria dos outros funcionários da administração estadual e só poderiam receber reajustes se uma lei contemplasse todo o funcionalismo.

Rivaldo Gomes / Folha Imagem
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70% dos servidores parados

Cerca de 3.150 servidores alagoanos decretaram greve por tempo indeterminado na última segunda (17). A estimativa do Sinteal é de que 30% das escolas estejam sem nenhuma condição de funcionamento. A rede toda atende 320 mil alunos.

Os funcionários já haviam decretado paralisação e estavam sem trabalhar desde o dia 5 de junho, mas havia indicativo de término da manifestação para a última sexta-feira (13). Em assembléia, ontem, eles decidiram transformar a paralisação em greve por tempo indeterminado.

"Primeiro fizemos uma paralisação [que começou dia 05 de junho] que iria até sexta-feira [dia 13 de junho], com notificação à secretaria de Educação, porque o sindicato tem pé no chão", conta Pereira. "Mas eles foram à Justiça e a greve foi declarada ilegal. Agora, estamos entrando com recurso".

Negociação 'emperrada'

Segundo o coordenador da comissão de negociação do governo, Júlio Bandeira, o problema é de interpretação. "A lei sancionada pelo governo no ano passado permite que esses funcionários sejam considerados profissionais de apoio à educação", diz o negociador. Mas isso não quer dizer que eles, de fato, receberiam os aumentos salariais.

Segundo ele, o Sinteal entendeu que os agentes seriam enquadrados e promovidos assim que a lei passou a vigorar. O representante do governo diz que isso seria impossível, pois o governo estadual não tem verbas para cobrir o aumento na folha de pagamento de R$ 8 milhões em 2008 e mais R$ 12 milhões em 2009.

Para a diretora do sindicato Maria Zélia Pereira, os recursos existem. "Temos um técnico no sindicato que acompanha as contas do governo", explica. E, assim, o impasse está configurado. "As negociações estão um pouco emperradas", admite Bandeira.
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
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