UOL EducaçãoUOL Educação
UOL BUSCA

Últimas Notícias

17/06/2008 - 19h05

Greve cresce e chega a 60% de professores parados, segundo sindicato; secretaria discorda

Bruno Aragaki
Em São Paulo
  • Está sem aula? Qual a situação de sua escola? Comente


  • Nesta terça-feira (17), segundo dia de greve nas escolas estaduais de São Paulo, aumentou de 115 mil para 138 mil o número de professores fora das salas de aula, segundo o sindicato da categoria, a Apeoesp.

    A Secretaria de Estado da Educação mantém a projeção divulgada ontem, de 2% de faltas - o que equivaleria a 4.600 dos 230 mil professores da rede.

    O número real de professores parados pode estar entre os dois índices divulgados - o do governo e do sindicato. A diferença de métodos de "contagem" pode ajudar a explicar o descompasso entre os números.

    O sindicato centraliza os números obtidos pelas subsedes da Apeoesp em todo Estado por meio de pesquisa telefônica ou presencial nas escolas. Pressionados a "colaborar" com o movimento, alguns professores podem se declarar "em greve" e, no entanto, trabalhar normalmente.

    Os números oficiais publicados pela Secretaria de Estado da Educação também podem guardar distorções. A secretaria considera presente todo professor que assinou o ponto na escola.

    Ao término de cada período de aula, as escolas encaminham relatório de freqüência às diretorias de ensino, que repassam os dados à secretaria estadual.

    Esse número de professores "presentes" - 98%, segundo nota distribuída à imprensa - pode também incluir os grevistas que, apesar de assinar o ponto, não deram aula - hipótese formalmente negada tanto pela secretaria de educação quanto pelo sindicato.

    "Isso não existe. Professor que assina o ponto tem de dar aula. É obrigação da direção da escola fiscalizar", disse a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação.

    "Não fazemos 'greve de ponto assinado'. Professor em greve não assina livro. Esse dado da secretaria é inventado", contesta Carlos Ramiro de Castro, presidente da Apeoesp.

    A greve deve seguir até, no mínimo, a próxima sexta-feira (20), quando haverá nova assembléia da categoria.

    Reivindicações

    No centro da discussão entre professores e Estado está o decreto 53.037, publicado no fim de maio no Diário Oficial.

    Entre os artigos mais polêmicos está o que estabelece período mínimo de três anos, contados a partir da data de admissão, para que o professor possa mudar da escola em que trabalha.

    A medida, válida apenas para os contratados a partir de novembro de 2007, tem como objetivo diminuir a rotatividade dos professores, segundo a secretaria. Para o sindicato, trata-se de cerceamento de direito do professorado.

    O decreto também desagrada o sindicato ao prever exames anuais para professores temporários. Atualmente, o critério para escolha de aulas é o tempo de serviço.
    Leia mais
    Goiânia terá paralisação de professores nesta quarta
    Em Alagoas, 2 mil fazem passeata
    No RJ, sindicato promete paralisação de 24 horas na 5ª
    São Gonçalo, no Rio, chega ao 43º dia de greve
    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
    Lição de Casa Dicionários

    Aulete

    Português

    Houaiss

    Português

    Michaelis


    Tradutor Babylon


    Intercâmbio

    Shopping UOL

    Hospedagem: UOL Host