O Seperj (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro) convocou uma paralisação de 24 horas na próxima quinta (19).
Segundo o coordenador geral do sindicato, Danilo Serafim, a principal reivindicação é incorporar as gratificações do programa Nova Escola ao salário de cerca de 20 mil profissionais na ativa. Isso significa aumento entre R$ 100 e R$ 450 nos salários. "Queremos 25% de reajuste emergencial", diz Serafim. "Segundo nossos estudos, nossas perdas chegam a 66%; estamos desde 1998 sem aumento", completa.
Agenda 'de luta'
Pela manhã, os funcionários da educação participam de um ato de protesto em conjunto com servidores de outras áreas a partir das 10h, nas escadarias da Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). A expectativa em relação ao número de manifestantes está "entre 500 e 600 profissionais", segundo Serafim. A rede tem cerca de 90 mil profissionais no total, segundo o Seperj.
No período da tarde, às 14h, os professores e funcionários da rede estadual se reúnem para uma assembléia geral para "definir os rumos da mobilização por reajuste salarial e melhores condições de trabalho", segundo comunicado do Seperj. Não há previsão de greve para esse semestre, segundo Serafim.
Os funcionários da educação - professores, pessoal do administrativo, serventes e merendeiros - estão se unindo ao conjunto do funcionalismo estadual carioca em nome da recuperação das perdas salariais. Estão nesse grupo os policiais militares e civis, funcionários da saúde e profissionais da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro) e Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro).
Copyright UOL. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução apenas em trabalhos escolares, sem fins comerciais e desde que com o devido crédito ao UOL e aos autores.