Nesta quinta-feira (19), quatro dias depois de anunciada a greve de professores da rede estadual paulista, a Secretaria da Educação anunciou reajuste salarial para a categoria. Mas os alunos perderão, pelo menos, mais um dia de aula - a assembléia que decidirá se a paralisação segue será na tarde desta sexta-feira.
Para professor de 1ª a 4ª série, com 40 horas semanais, o piso salarial passa de R$ 1.166,83 para R$ 1.309,17. O piso para quem dá aula de 5ª a 8ª e ensino médio, que é R$ 1.350,75, passará a R$ 1.505,50.
"O aumento não está relacionado à greve decretada. Já estava programado para o reajuste anual da categoria", disse assessora de imprensa da secretaria de Educação.
Oficialmente, a secretaria não reconhece que haja greve. Desde a segunda-feira, divulga que o
índice de professores fora de aula não passou de 2%, índice dentro da margem de abstenções ocasionais.
Pelas contas da Apeoesp, a porcentagem de grevistas superou os 60% na última quarta-feira.
Abaixo do ideal
"O piso que nós consideramos ideal é R$ 2.000. Mas vamos apresentar a proposta aos outros professores e ver que decidimos", disse Carlos Ramiro de Castro, presidente do sindicato dos professores no Estado, a Apeoesp.
O
decreto do governador José Serra (PSDB) apresentado como pela categoria como principal reivindicação continua valendo. "Mas a secretária [Maria Helena de Castro] disse estar disposta a discuti-lo", segundo Ramiro.
Assinado em maio, o decreto limita as transferências entre escolas dos professores efetivos e cria provas anuais pelas quais passarão os professores temporários.
Os professores se reúnem amanhã às 14h no vão livre do Masp (Museu de Artes de São Paulo), na Avenida Paulista, para votar a suspensão da greve.
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