20/06/2008 - 21h44
Curitiba é capital com melhor Ideb nas séries iniciais; Belém ficou na lanterninha
Da Redação*
Em São Paulo
Segundo os dados do Ideb 2007, divulgados pelo MEC, nesta sexta-feira (20), Curitiba obteve o melhor resultado nas séries iniciais: 5,1 numa escala que vai de 0 a 10. Na avaliação das séries finais, de 5ª a 8ª série, o melhor desempenho foi do Rio de Janeiro, com 4,2.
O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgado nesta sexta-feira (20), foi criado pelo MEC (Ministério da Educação) combinando índices já existentes: rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho. As taxas de rendimento são aferidas pelo Censo Escolar da Educação Básica, e as médias pelo Saeb e pela Prova Brasil, avaliações realizadas pelo governo para diagnosticar a qualidade dos sistemas educacionais.
Curitiba apostou em diagnóstico e participação da família
A capital paranaense realizou um amplo diagnóstico sobre a realidade das escolas, levando em conta fatores socioeconômicos das regiões, a escolaridade dos pais, a formação dos professores e a infra-estrutura das unidades.
"Você tem que entender essa realidade para desenvolver práticas metodológicas que dêem conta dessa situação", diz a secretária municipal de Educação, Eleonora Bonato Fruet.
Segundo a secretária, "a escolaridade da mãe é um dos fatores fundamentais para o bom rendimento dos alunos".
Belém ficou na lanterninha
Nas séries iniciais do ensino fundamental, Belém (PA) foi a capital com menor índice: 3,2. O indicador manteve-se estável de 2005 para 2007, resultado já previsto no plano de metas do MEC. Nos anos finais do ensino fundamental, ou seja, 8ª série, o resultado foi pior: caiu de 3,1 para 2,9. A meta para 2007 era que o índice se mantivesse em 3,1.
Na capital paraense está localizada a escola com o pior Ideb do Brasil, o colégio Ruy Paranatinga Barata - a instituição ficou com 0,1. Segundo a diretora Léa Gomes Miranda, em 2006, quando ela assumiu a direção, a escola estava com o fornecimento de água e luz cortados.
Para a secretária de educação básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Silva, as diferenças entre os resultados do Ideb nas escolas é o retrato das desigualdades do Brasil. "Por isso que o Ideb é bom, para conhecermos as escolas e as cidades mais fracas e levar para elas mais políticas", avalia.
*Com informações da Agência Brasil.
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