Foi de 10 mil o número de participantes na manifestação de professores que tomou a avenida Paulista e a rua da Consolação nesta sexta-feira (27), segundo estimativas da PM-SP (Polícia Militar de São Paulo).
O número é duas vezes maior que o divulgado nas
duas passeatas que aconteceram nas últimas sextas-feiras.
O sindicato dos professores paulistas, Apeoesp, manteve estimativa de 60 mil participantes.
Às 17h, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrava
26 km de lentidão no centro da cidade.
Em assembléia no vão livre do MASP (Museu de Artes de São Paulo), os professores da rede estadual de São Paulo decidiram
levar a greve à sua terceira semana.
A categoria exige a revogação do decreto de lei 53.037/08.
De acordo com as novas regras, professores temporários serão submetidos a provas anuais para serem incluídos no quadro de "eventuais" (substitutos), e os novos contratados terão de esperar três anos para poder mudar de escola.
Lamento
Em nota divulgada à imprensa, a Secretaria Estadual da Educação "lamentou que a Apeoesp insista em uma proposta que não obteve o apoio da ampla maioria dos cerca de 250 mil professores da rede estadual".
Segundo a nota, "a continuação da greve, mesmo com baixa adesão, atrapalha os estudantes da rede estadual paulista".
Desde o início da greve, a pasta divulga que a
paralisação não chega a 2%, enquanto o sindicato fala de até 70% de adesão.
Nesta sexta-feira, foi liberada a convocação de professores substitutos para cobrir as aulas não dadas devido à greve.
Copyright UOL. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução apenas em trabalhos escolares, sem fins comerciais e desde que com o devido crédito ao UOL e aos autores.