Para pagar o piso de R$ 950 aos professores da reda pública,
aprovado nesta quarta (2) pelo Senado, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que não faltará dinheiro. Segundo ele, a União vai complementar os salários que ainda não atingem o piso.
A contribuição será de R$ 6 bilhões ao ano via Fundeb (Fundo da Educação Básica). O prazo para aplicação total do valor do piso é até 2010. Pelo projeto, que agora vai à sanção presidencial, serão aplicados reajustes anuais, retroativos a janeiro de 2008.
Estados e municípios que hoje pagam menos de R$ 950 aos profissionais devem arcar com um terço dessa diferença ainda este ano. O piso nacional vale para professores ativos --professores, diretores e coordenadores pedagógicos-- com carga de 40 horas semanais, sendo um terço de atividades extraclasse. Os aposentados também serão beneficiados.
O presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Leão, disse que o presidente, assim que retornar da viagem à Ásia na próxima semana, deverá sancionar o projeto de lei.
Segundo estimativas do MEC (Ministério da Educação), pelo menos 40% dos professores em início de carreira, cerca de 800 mil profissionais, recebem menos do que R$ 950.
Haddad espera que o novo teto atraia mais profissionais para a carreira de professor. "A qualidade da educação não se faz sem professor bem formado e bem remunerado. A nossa missão é garantir que a carreira do magistério seja atraente para jovens talentos", indicou.
Copyright UOL. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução apenas em trabalhos escolares, sem fins comerciais e desde que com o devido crédito ao UOL e aos autores.