Atualizada às 13h56 de 10 de julhoProfessores de São Paulo, que haviam suspendido greve na última sexta-feira (4), ameaçam retomar a paralisação. Depois do anúncio do governo do Estado de que o pagamento dos dias parados só ocorrerá depois de reposição de aulas, o sindicato dos docentes, a Apeoesp, também anunciou que vai denunciar a Secretaria de Estado da Educação no Tribunal Regional de Trabalho.
Os professores receberam na última terça-feira (8) da secretaria o
plano de reposição de aulas e de pagamento dos dias parados.
Mas a proposta ainda terá de ser formalizada no TRT-SP, o que deve acontecer até esta quinta-feira (10).
"A idéia era de que não houvesse desconto. Essa foi a condição fundamental para a suspensão da greve, mas agora a secretaria recuou e voltamos à estaca zero", disse Maria Izabel.
Na sexta-feira,
depois de três semanas de paralisação, a Apeoesp e a pasta entraram num entendimento no tribunal. A combinação previa que os trabalhadores suspenderiam o movimento, desde que a secretaria apresentasse o plano.
A greve foi cessada, temporariamente, e a proposta, apresentada aos professores no prazo previsto. A questão que o plano prevê desconto das faltas nos salários e pagamento das aulas somente após a reposição, o que os professores não aceitam.
O texto da negociação no TRT, no entanto, não detalha como nem quando seria feito o pagamento pelos dias parados. Informa apenas: "A Apeoesp compromete-se a suspender o movimento mediante o compromisso de recebimento dos dias parados."
Procurada, a assessoria da secretaria não foi encontrada para comentar o assunto - hoje é feriado estadual,
Dia da Revolução Constitucionalista de 1932.
Amanhã e sexta-feira representantes dos professores reúnem-se para definir a data da próxima assembléia, que decidirá pela retomada ou fim da paralisação.
"A possibilidade de retomada da greve no segundo semestre é real", afirmou Maria Izabel. "Não confiamos mais na secretaria."
Os professores decidiram entrar em greve no dia 13. Eles reivindicam piso salarial de R$ 2 mil e a revogação de decreto que limita as transferências dos profissionais entre escolas e cria uma prova para seleção de temporários.
Durante a paralisação, a Secretaria Estadual de Educação anunciou aumento salarial de até 12%. Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que, na prática, o reajuste é menor que o divulgado.
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