Para pagar o
piso para professores de R$ 950, aprovado para todo o país no último dia 16, os municípios precisarão de R$ 2,4 bilhões a mais. A estimativa foi divulgada na última quarta-feira (23) pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que se queixa de falta de recursos para o pagamento dos salários.
O valor representa
R$ 600 milhões a mais que estimado inicialmente pela CNM.
Para chegar ao número, a organização fez projeções tomando como base os 398 municípios - dos 512 pesquisados - que têm salários inferiores ao novo piso. O Brasil tem, no total, 5.564 municípios.
Segundo os cálculos da CNM, os gastos com folha de pagamento dos professores em todos os municípios brasileiros passará de R$ 5,2 bilhões para R$ 7,6 bilhões.
Os municípios mais pobres sofrerão mais para se adequar ao novo patamar salarial. Em alguns, segundo a CNM, a média salarial chega a R$ 393,02 para professores com nível médio e jornada de 40 horas semanais.
Em nota distribuída à imprensa, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, diz que serão necessários recursos da União para que os municípios possam pagar o piso.
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