Reuniões mensais entre alunos, professores, funcionários e membros da comunidade em geral interessados em discutir sobre o tema violência nas escolas, encontrar medidas de prevenção e de combate ao problema. Essa é a base dos Conselhos de Segurança Escolar, experiência do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) que conta com o apoio do Sinpro-DF (Sindicato dos Professores no Distrito Federal) e da Secretaria de Estado de Educação do DF (Distrito Federal).
O programa reconhecido como eficaz e recomendado pela ONU (Organização das Nações Unidas) é o grande aliado no combate à violência nas escolas do DF. Já implantado em 34 das 611 escolas públicas do DF, consiste na criação de um órgão deliberativo formado um grupo de professores, alunos, funcionários e membros da comunidade em geral, para discutir e executar políticas antiviolência.
"Cabe ao grupo, acionar o poder público quando necessário levando problemas e sugestões. É uma forma de combater a violência exercendo a cidadania", explica o promotor Rubin Lemos, coordenador do GASE (Grupo de Apoio à Segurança Escolar) do MPDFT.
Para isso, a escola recebe um curso de capacitação, em que os membros do Conselho aprendem como fazer uma ata, o que deve ser discutido nas reuniões, como encaminhar uma proposta aos órgãos públicos. "Os Conselhos de Segurança representam um exercício de cidadania e atuam direto nos locais onde o problema existe", explica Lemos.
O promotor acredita que investir na criação dos Conselhos de Segurança é o caminho para conter a violência nas escolas do DF. "Esse mecanismo tem se mostrado eficiente no combate à violência e promoção da cultura de paz", diz.
O programa integra o Plano de Convivência Escolar lançado pela Secretaria de Estado de Educação do DF na última quinta-feira (14).
Trabalhos educativos pela paz
Na última quinta-feira (14), o Sinpro-DF lançou a campanha "Quem Bate Na Escola Maltrata Muita Gente". A proposta é realizar trabalhos educativos para combater a violência nas escolas da região.
Algumas das ações previstas pela campanha são as promoções de concursos de redação com o tema violência e debates sobre o assunto em diversas disciplinas. "A idéia é colocar a questão da violência em pauta. Cada escola terá uma medida a ser adotada compatível à sua realidade. O objetivo é mudar a postura de alunos e professores em relação à violência", explica Rosilene Correa, diretora do Sinpro-DF.
Para divulgar a ação, o sindicato colocou outdoors pelas cidades, propagandas nas traseiras de ônibus e cartazes nos corredores das escolas.
A campanha pretende ainda pressionar o poder público para que o governo assuma as suas responsabilidades e resolva o problema de falta de infra-estrutura das escolas e baixa qualidade de ensino. "O aumento da violência está diretamente ligado à desvalorização do ensino. O jovem que freqüenta uma instituição precária tende a ter baixa auto-estima e sentir-se pouco motivado a respeitar o professor".
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