Os alunos que cometerem infrações ou tiverem problemas de disciplina nas escolas públicas do DF terão, a partir de setembro, a ocorrência registrada em um cadastro da Secretaria de Educação. O objetivo é centralizar os dados que hoje ficam em cada unidade educacional e diagnosticar o problema da violência nas escolas da região.
"Pretendemos saber que escolas e regiões apresentam situação mais crítica e que tipo de violência vem acontecendo nesses locais", diz Gleisson. Ele explica que os números servirão de base para futuras políticas públicas.
O Plano de Convivência Escolar prevê ainda estruturação de cursos de capacitação de professores e pais, constituição de núcleos regionais para mediação de conflitos, além de encaminhamento terapêutico às vítimas da violência.
Cartilha antiviolência
Os professores da rede estadual do DF (Distrito Federal) receberão um manual de como proceder em episódios que envolvam violência. A cartilha faz parte do Plano de Convivência Escolar, da Secretaria de Estado de Educação do DF (Distrito Federal), anunciado na última quinta-feira (14), e prevê ainda a criação de um banco de dados com as ocorrências de infrações dentro das escolas.
"O problema de violência nas escolas se resolve com educação, acredita Mauro Gleisson, coordenador do programa. Ele conta que o manual de orientação aos educadores, com lançamento previsto para setembro, traz explicações sobre o que compete à escola e o que cabe ao governo no que diz respeito à questão. Ela explica ainda as funções dos diferentes órgãos públicos e como o professor deve agir em determinados casos de violência na escola.
O Plano traz ainda ações em conjunto com a Secretaria de Estado de Segurança Pública que intensificam o policiamento em regiões afetadas pela violência escolar. "A polícia não soluciona o problema, mas em locais onde a violência já está instaurada é necessário colocá-la em ação", diz Gleisson.
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