Na entrada dos locais de prova do Enem, neste domingo (31), o alvoroço estava instalado. Alguns aproveitavam os minutos antes do exame para preencher o fomulário sócio-econômico; outros batiam papo para esperar o tempo passar.
Os candidatos tinham as mais diversas faixas etárias e o assunto era só um: a prova que estavam prestes a enfrentar. "Venho de escola pública e tive de me preparar em casa, sozinho", diz Jadilson Lima, 32, que faz cursinho pré-vestibular no Educafro e quer prestar administração em São Paulo. "A escola pública de hoje não prepara ninguém para o Enem", completa.
E você? Qual é sua expectativa em relação ao Enem?Ansiosa, Josefa Biata dos Santos Irmão, 44, estava encarando o teste pela primeira vez. "Gosto muito de estudar, mas estou preocupada com a redação porque os temas de atualidade são complexos", diz ela, que faz a prova em São Paulo. Seu objetivo é obter boa pontuação no Enem para passar no vestibular de serviço social e conseguir bolsa do ProUni.
Como um vestibularPara o estudante, Alessandro Leives, 22, o Enem é como um vestibular. Ele fez um simulado e achou a prova difícil. "Minha preocupação é a redação porque vale 50% da prova", conta. Leives faz a prova em São Paulo e quer entrar em artes visuais na USP (Universidade de São Paulo). Para se preparar, ele se empenhou nas questões de atualidades.
A gaúcha Francine da Silva, 17, faz parte do grupo que está livre da tensão pré-exame. "Estou tranqüila porque me preparei bastante", disse a estudante que faz o Enem pela segunda vez. No ano passado, quando fez como treineira, teve nota 74. Silva cursa o terceiro ano do Colégio Gomes Carneiro e quer fazer vestibular para medicina. Para ter chances de cursar uma universidade pública ou obter bolsa de estudos, precisa ter nota 90.
A rotina de estudo de Francine nos últimos meses foi em três turnos. "Tem que ser persistente", disse o pai, o escriturário Leonel Volnei da Silva, que levou a estudante até a porta da sala.
Já Gabriela Marega das Chagas, 20, também gaúcha, estava tranqüila apesar de admitir que não havia estudado muito. Candidata a uma vaga de pedagogia, ela estima que precisa de fazer metade da prova para passar no vestibular. "Eu fiz e refiz as provas do ano passado mais de uma vez e alcancei a meta", diz.
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