Como esperado, a participação da senadora Marina Silva (PT-AC) no Fórum Mundial de Educação abordou a temática ambiental. Para uma plateia entusiasmada de mais de 5.000 pessoas, a ex-ministra do Meio Ambiente pediu aos ouvintes que pratiquem o "ensinar com".
 Ambientalista defende que o conhecimento deve respeitar todas as fontes de sabedoria |
A ambientalista se referia a uma postura multiculturalista que toma força nos grupos de esquerda da pedagogia. Segundo essa "linha", o conhecimento deve respeitar todas as fontes de sabedoria, principalmente dos povos tradicionais indígenas e das florestas.
O educador Moacir Gadotti, que criou o termo "ecopedagogia" e estava ao seu lado, foi citado em sua palestra. "Precisamos transgredir, mas sem perder de vista os valores", disse a senadora.
Em um discurso entusiasmado, a ex-ministra do meio ambiente convocou os participantes a conduzir um novo "processo civilizatório" em que "não podemos achar que vamos ser felizer se tivermos mais". "Seremos felizes se formos mais", concluiu.
Papel da educação
Para ela, a educação tem forte influência nessa mudança de maneira de pensar e agir. "Existem aqueles que ainda acham possível resolver a crise passando por cima do ambiente", disse criticando os modos de produção atuais que, segundo ela, não levam em conta a sustentabilidade.
Ao palestrar para um grupo predominantemente feminino, a senadora evocou um tradicional conceito de sustentabilidade que é deixar para nossa descendência recursos naturais suficientes para uma vida tranquila.
"Precisamos deixar um projeto de emancipação para nossos filhos que esteja baseado na tradição, [precisamos adotar] a ideia de que somos capazes de reter da história o que há de melhor", disse.
O Fórum Mundial de Educação começou suas atividades nesta segunda (26) com 9.800 inscrições realizadas. As atividades estão concentradas no Hangar, em Belém, e seguem até terça-feira.
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