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26/01/2009 - 14h13

Para Marina Silva, reduzir desmatamento depende de nova maneira de ensinar

Karina Yamamoto
Editora do UOL Educação
Em Belém (PA)
Como esperado, a participação da senadora Marina Silva (PT-AC) no Fórum Mundial de Educação abordou a temática ambiental. Para uma plateia entusiasmada de mais de 5.000 pessoas, a ex-ministra do Meio Ambiente pediu aos ouvintes que pratiquem o "ensinar com".

  • Primeiro dia do Fórum Mundial de Educação: fotos


  • Karina Yamamoto
    Ambientalista defende que o conhecimento deve respeitar todas as fontes de sabedoria
    A ambientalista se referia a uma postura multiculturalista que toma força nos grupos de esquerda da pedagogia. Segundo essa "linha", o conhecimento deve respeitar todas as fontes de sabedoria, principalmente dos povos tradicionais indígenas e das florestas.

    O educador Moacir Gadotti, que criou o termo "ecopedagogia" e estava ao seu lado, foi citado em sua palestra. "Precisamos transgredir, mas sem perder de vista os valores", disse a senadora.

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  • Em um discurso entusiasmado, a ex-ministra do meio ambiente convocou os participantes a conduzir um novo "processo civilizatório" em que "não podemos achar que vamos ser felizer se tivermos mais". "Seremos felizes se formos mais", concluiu.

    Papel da educação

    Para ela, a educação tem forte influência nessa mudança de maneira de pensar e agir. "Existem aqueles que ainda acham possível resolver a crise passando por cima do ambiente", disse criticando os modos de produção atuais que, segundo ela, não levam em conta a sustentabilidade.

    Ao palestrar para um grupo predominantemente feminino, a senadora evocou um tradicional conceito de sustentabilidade que é deixar para nossa descendência recursos naturais suficientes para uma vida tranquila.

    "Precisamos deixar um projeto de emancipação para nossos filhos que esteja baseado na tradição, [precisamos adotar] a ideia de que somos capazes de reter da história o que há de melhor", disse.

    O Fórum Mundial de Educação começou suas atividades nesta segunda (26) com 9.800 inscrições realizadas. As atividades estão concentradas no Hangar, em Belém, e seguem até terça-feira.
    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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