A anulação da prova para professor temporário na rede estadual paulista vale apenas para profissionais filiados à Apeoesp, o sindicato da categoria.
O despacho expedido pela juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, na última quarta-feira (4), mantém a validade do exame - o sindicato havia divulgado que a 'provinha' havia sido completamente anulada. "A prova é mantida mas não se aplica seu resultado para o processo de atribuição de aulas para os professores associados à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)", disse a juíza por meio de nota oficial enviada ao
UOL Educação.
A presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, afirmou que a entidade pretende entrar com outro pedido, mas agora pela anulação universal do exame. "Se a prova não for anulada para todos, o processo seletivo será injusto", pontuou Maria Izabel.
Segundo as regras estabelecidas pela secretaria estadual de educação, o exame pode valer até 80 pontos na classificação geral. Além desse valor, há 20 pontos de títulos e 80 proporcionais ao tempo de serviço. "Essa prova foi feita de forma muito desorganizada. É inadmissível que ela seja usada para selecionar os professores. for necessário, a Apeoesp vai até o STF (Sumpremo Tribunal Federal)", diz Maria Izabel.
Queda de braço
Esta é a
segunda vez que o exame é suspenso; a primeira foi no dia 23 de dezembro de 2008. Por conta da nova determinação, houve mudança no calendário de atribuição de aulas para professores temporários em São Paulo. O início das aulas, que seria em 11 de fevereiro, foi adiado para o dia 16.
O concurso para professores temporários - que não são contratados - foi alvo de protestos da categoria que fez
19 dias de greve em junho de 2008.
As novas datas para atribuição dos professores temporários são 10, 11, 12 e 13 de fevereiro. A secretaria reservou as datas de 6 e 9 de fevereiro para possíveis recursos de professores à classificação.
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