O ministro da Educação, Fernando Haddad, atribuiu à insuficiência de investimentos o baixo desempenho de escolas da rede pública estadual, em comparação às escolas particulares, no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2008.
De acordo com dados do MEC (Ministério da Educação), 89,9% dos colégios estaduais tiraram notas inferiores à média nacional dos estudantes, de 50,52 pontos em 100.
Errata: No Enem 2008, 74,3% das escolas do país ficam abaixo da médiaMapa Enem 2008: veja onde ficam as 20 melhores escolasRio emplaca sete escolas entre as melhores; veja ranking por EstadoMelhor de SP só aceita alunos da rede pública; veja rankingNa melhor pública, os portões ficam destrancados e não há inspetorMelhor do Brasil tem ensino integral e faz prova aos sábadosVeja ranking com as 20 melhores escolas do paísConsulte as notas das escolas no Enem 2008 no site do InepVeja o ranking geral com os dados do Enem 2008 (planilha em .xls para download)
"A média de investimento nos estados é de R$ 1,5 mil por aluno por ano. Esse valor é comparável ao de uma mensalidade escolar da rede privada", afirmou. O ministro lembrou que os investimentos estaduais no ensino médio cresceram cerca de 50% acima da inflação, entre 2002 e 2007. "Mas ainda é muito pouco."
O que você achou do desempenho das escolas brasileiras no Enem?A média das escolas federais, no entanto, equivale à de países desenvolvidos. "Todas as escolas têm metas estabelecidas pelo PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação). As federais estão muito próximas da meta a ser alcançada em 2021. As estaduais estão longe", afirmou.
Outra questão levantada pelo ministro é a condição sócio-econômica dos estudantes. O ministro afirma que cerca de um terço dos brasileiros em idade escolar básica vive em condições de pobreza, tem pais com pouca ou nenhuma escolaridade e sofre com problemas que interferem negativamente no desempenho escolar, como as migrações ou o trabalho infantil.
Enem antigo não permite comparação
Haddad afirmou também que o modelo do Enem antigo não permite comparação de resultados no tempo e não engloba todo o currículo do ensino médio. "Não é possível aferir melhorias com o atual modelo", alertou.
Já o novo Enem, proposto pelo Ministério da Educação, como alternativa aos vestibulares, permitirá identificar se houve melhoria no desempenho dos alunos ao longo do tempo. "Hoje, a métrica não é a mesma entre as provas. O novo Enem terá uma nova tecnologia que permitirá a comparabilidade e a orientação do currículo do ensino médio", explicou.
* Com informações da Assessoria de Imprensa do MEC
Copyright UOL. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução apenas em trabalhos escolares, sem fins comerciais e desde que com o devido crédito ao UOL e aos autores.