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Atualizada às 18h08.Um grupo de manifestantes invadiu a reitoria da USP (Universidade de São Paulo) por volta das 15h desta segunda-feira (25). Segundo o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), o confronto ocorreu após a reitoria negar-se a receber Claudionor Brandão e os estudantes que deveriam participar da reunião de negociação entre o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o Fórum das Seis (entidade que engloba representantes sindicais de professores e funcionários).
Veja fotos da ocupação-relâmpago da reitoria da USPMagno de Carvalho, diretor de comunicação do Sintusp, diz que a invasão não foi planejada e que a entrada dos participantes se deu porque a reitoria "fechou a porta na cara dos estudantes que deveriam participar da reunião". Ainda segundo Carvalho, o vice-reitor estaria tentando negociação com os cerca de cem manifestantes que se encontram dentro do prédio, localizado na cidade universitária.
De acordo com a assessoria de imprensa da USP, foram os funcionários que se negaram a participar da reunião, que acabou sendo cancelada.
Em nota, o conselho de reitores lamentam a ocupação dos manifestantes no prédio da reitoria e dizem que "houve dano ao patrimônio público, além de suscitar tensão entre os funcionários que ali trabalham. Os representantes das entidades sindicais das universidades priorizaram a violência no lugar do diálogo, desconsiderando princípios básicos da democracia e desvirtuando a principal finalidade para qual foi agendada a reunião".
Na
reunião de hoje seriam discutidos pontos da pauta unificada das três universidades públicas paulistas (USP, Unesp e Unicamp). Na última rodada de negociação, realizada no dia 18, o conselho havia proposto reajuste de 6,05% para os profissionais; o aumento não foi aceito.
Funcionários e professores dessas instituições reivindicam aumento nos salários de 17% e acréscimo de R$ 200. Outra reivindicação é a readmissão de Claudionor Brandão, do Sintusp.
Na USP, os funcionários estão em greve desde o dia 5 de maio e os docentes realizaram paralisação nesta segunda. Funcionários e professores da Unicamp também realizaram paralisação hoje.
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