Quem compareceu aos prédios das faculdades de administração ou engenharia da USP (Universidade de São Paulo) nesta terça-feira (2) não percebeu que os docentes da universidade realizaram
paralisação hoje. Nessas unidades, assim como nos prédios dos cursos de direito e medicina, redutos que dificilmente aderem a paralisações, as aulas dos alunos continuaram ocorrendo normalmente.
"Aqui ninguém parou [por causa da greve], muito pelo contrário: o pessoal é contra", diz uma aluna. Segundo os estudantes, há até um abaixo-assinado dos estudantes pedindo o fim da greve. Serviços de biblioteca e secretaria, que estão parados na maioria dos outros institutos, lá não tiveram interrupção.
 Estudantes da FEA-USP tiveram aulas normalmente nesta terça-feira (2) |
Para o diretor do Centro acadêmico da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), João Garrido Júnior, a não adesão ao movimento se deve ao fato de a pauta do movimento não conter reivindicações que afetem diretamente os estudantes, "diferentemente do que ocorreu quando houve a ocupação da reitoria de 2007", disse. "Já houveram várias assembleias e os estudantes não aderiram, acho difícil que a universidade pare totalmente", concluiu.
Já no prédio de letras da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), a única movimentação era a dos alunos de cursos extracurriculares.
Na ECA (Escola de Comunicação e Artes), somente os professores de artes cênicas e artes plásticas aderiram à paralisação de docentes. Segundo Tatiane Ribeiro, do Centro Acadêmico da unidade, durante a visita de alunos a uma sala de aula ontem (1º) um professor teria até agredido um dos estudantes que teriam ido convocar os estudantes para o
ato contra a entrada da polícia no campus, contra os piquetes realizados pelo Sintusp (Sindicato dos funcionários da USP). "A aluna não quis fazer boletim de ocorrência, mas irá levar o caso à diretoria da universidade", disse.
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