Atualizada em 10/06/2009, às 15h14A atuação da PM (Polícia Militar) no campus da USP começou em 1º de junho, após a reitoria ter entrado na Justiça com um pedido de
reintegração de posse do prédio em que funciona a administração da universidade.
A PM estava encarregada de garantir ainda acesso ao prédio da Antiga Reitoria, da Coordenadoria do Campus, da Coordenadoria de Assistência Social, do Centro de Práticas Esportivas, do Museu de Arte Contemporânea, do Museu de Arqueologia e Etnologia e da Creche Oeste. Todas essas unidades estavam bloqueadas por
piquetes dos grevistas desde o dia 27 de maio.
Já no dia 2 de junho começaram os protestos contra a presença da PM no campus.
Veja imagens dos protestos 
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Contra a PM na USP
A presença da PM fortaleceu o movimento dos funcionários. Professores e estudantes decidiram aderir à greve no último dia 4.
Segundo a associação de professores, a
greve dos docentes foi motivada pela presença da PM no campus e pretendia pressionar o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) para a reabertura de negociações.
De acordo com comunicado da Adusp (Associação dos Docentes da USP), os professores "entendem que os assuntos internos à universidade devem ser tratados através do diálogo com a comunidade universitária. A reiterada presença da Polícia Militar fortemente armada, intimidando os manifestantes no campus, é motivo da indignação dos docentes".
Os alunos também resolveram cruzar os braços. Segundo Vinícius Zaparoli, integrante do DCE (Diretório Central dos Estudantes) há "alguns eixos prioritários de reivindicações: o fim do ensino a distância; o fim da repressão ao movimento estudantil na universidade; e o fim do corte de verbas para a educação", afirmou. Segundo o representante estudantil, dois novos eixos foram acrescentados à pauta dos universitários: "A saída da PM do campus e a saída da reitora Suely Villela", disse.
Piquetes e invasões
Os funcionários começaram a realizar piquetes em frente a algumas unidades para pressionar a reitoria na negociação salarial a partir de 27 de maio.
Antes dessa data, em 25 de maio, estudantes haviam forçado a entrada na reitoria em uma das reuniões de negociação salarial. Segundo o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), o confronto ocorreu após a reitoria negar-se a receber Claudionor Brandão e os estudantes que deveriam participar da reunião de negociação entre o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o Fórum das Seis (entidade que engloba representantes sindicais de professores e funcionários).
Reivindicações
Os funcionários da USP (Universidade de São Paulo) estão em greve desde 5 de maio. A pauta do movimento é reajuste salarial de 16% mais um aumento de R$ 200 no salário e ela é compartilhada com os funcionários da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
No caso da USP, existe ainda outra reivindicação: a readmissão de Claudionor Brandão, ex-servidor, demitido por justa causa - cujo desligamento da USP é analisado pelo Fórum das Seis (entidade que congrega os servidores das três universidades) como político.
No dia 18 de maio, os reitores das três universidades que formam o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) propuseram reajuste salarial de 6,05% aos funcionários e professores.
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