Atualizada às 00h57 de 10/6Segundo a
comissão de professores e alunos que estava em negociação com a reitoria, o vice-reitor Franco Lajolo garantiu a saída da PM da universidade. A reunião terminou por volta das 21h30 desta terça (9).
Participou da conversa ainda o chefe de gabinete da reitoria da USP, Alberto Carlos Amadio. A reitora Suely Vilela não esteve presente.
Ainda segundo a comissão, ficariam no campus apenas quatro viaturas policiais para fazer a segurança da reitoria. Segundo o Major Kenji, cinco viaturas passarão a noite na USP. "Viemos com a missão de proporcionar a segurança da reitoria", disse. Até o fim da noite, permaneciam no campus dez carros da polícia.
"A comissão veio falar com a reitoria sobre a desgraça que aconteceu hoje e houve um compromisso de que mandariam a PM embora e de não chamarem a PM se os piquetes forem de convencimento e não de ocupação", contou a professora Zilda Iokoi, do Núcleo de Estudos da Intolerância.
Segundo o professor do IME (Instituto de Matemática e Estatística), Marcos Magalhães, "a reunião conseguiu [uma solução] em tempo imediato; podíamos ter [tido] uma morte aqui". Ele ainda conta: "quando fomos tentar negociar com o coronel, um soldado atirou ua bomba na nossa direção, [por isso] viemos dialogar para acalmar os ânimos".
Segundo os deputados Carlos Gianazzi (PSOL) e Raul Marcelo (PSOL), a responsabilidade da reitoria sobre o acontecimento é "total". Eles integraram a comissão de negociação com a reitoria.
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