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09/06/2009 - 23h35

Estudantes da USP decidem passar a noite no campus; ato está marcado para quarta

Simone Harnik
Em São Paulo
Atualizada às 00h36 de 10/6

Em assembleia, estudantes da USP (Universidade de São Paulo) decidiram passar a noite na universidade em "vigília". Havia cerca de 700 alunos reunidos no prédio da História na noite desta terça (9).

Eles também votaram por fazer um ato em frente da reitoria às 6h da manhã da quarta. Ao meio-dia, os estudantes marcaram concentração em frente ao prédio da reitoria de onde pretendem seguir em direção à avenida Paulista. Os atos são em protesto ao confronto que aconteceu hoje entre manifestantes e homens da PM (Polícia Militar).

A Adusp, associação que representa os docente da USP, agendou uma assembleia da categoria para a manhã de quarta, às 10h no auditório da Geografia. Em nota, os professores mostraram repúdio a "ação violenta da PM".

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  • Confronto

    Estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) e homens da Polícia Militar entraram em confronto na entrada principal do campus da Cidade Universitária (zona Oeste da capital) por volta das 17h desta terça-feira.

    De acordo com universitários, o confronto teria começado na rua principal da USP. Estudantes informaram que policiais presentes no campus foram provocados com gritos e palavras de ordem por manifestantes. Um grupo de policiais em motocicletas viram a cena e pediram reforço. A tropa da força tática, então, foi acionada.

    Não é possível precisar se a ação da Força Tática ocorreu antes ou depois de agressões de alunos. No início do confronto, universitários atacavam pedras e garrafas na direção da PM. Em resposta, a tropa jogava bombas de efeito moral e disparou balas de borracha contra os manifestantes.

    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência recebeu pelo menos dois policias feridos. Um estudante foi encaminhado para o Hospital Universitário.

    Entenda as motivações

    Deflagrada em 5 de maio, a greve dos funcionários reivindica reajuste salarial de 17% e um aumento fixo de R$ 200. Deesde o dia 27 de maio, o movimento passou a fazer piquetes em algumas unidades - inclusive na reitoria - para pressionar a negociação.

    Na sequência, a USP entrou na Justiça pedindo reintegração de posse do prédio da administração. E a PM foi acionada para garantir a decisão judicial.

    Com a presença da PM no campus da USP, os ânimos se acirraram. Professores e estudantes decidiram entrar em greve a partir de 5 de junho.
    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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