A assembleia de professores da USP (Universidade de São Paulo) decidiu, no início da tarde desta quarta-feira (10), pedir a saída da reitora da instituição, Suely Vilela. A medida ocorre um dia após o conflito da PM (Polícia Militar) com estudantes, funcionários e professores.
Veja imagens da USP nesta manhã de quarta
Estudantes marcam ato para esta quartaPolícia e estudantes entram em confronto no campus da USPVeja imagens do conflito
Em nota oficial, reitoria da USP "lamenta o confronto"Vice-reitor garante à comissão que PM vai sair do campusManifestantes detidos querem exame de corpo de delito"Não há outra alternativa a não ser manter a PM lá", diz SerraEntenda as manifestações na USP e a presença da PM no campusO que você acha da intervenção da polícia na manifestação da USP?A assessoria de imprensa da universidade informou que a reitora não se manifestou sobre o assunto. Até o momento, apesar de pedidos do
UOL Educação, a reitora não concedeu entrevistas.
A Adusp (Associação dos Docentes da USP) ainda deixou em aberto a reivindicação da saída da equipe de Suely Vilela. Outra reunião, a ser realizada na segunda-feira (15), às 16h, deverá definir a questão.
Além da saída da reitora, os cerca de 200 docentes presentes na assembleia no prédio da Faculdade de História e Geografia decidiram manter a greve, iniciada no dia 5 de junho; e exigiram a retirada imediata da PM no campus.
A nova pauta de reivindicações dos docentes da USP inclui também:
reabertura de negociações do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) com o Fórum das Seis - entidade que congrega funcionários e professores da USP, da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas);instituição de uma estatuinte livre, democrática e soberana;eleições diretas para reitor na USP;revogação da deliberação do Conselho Universitário que autoriza a reitoria a chamar a PM em casos de piquetes e ocupações."Neonazismo" na USP
Falas de professores criticaram a omissão de colegas e alunos sobre o conflito ocorrido nesta terça-feira (9). "O mais chocante foi voltar para a letras e ver os professores aplicando provas. Não chamo de conservadores, chamo de nazistas. Neonazistas aqui não", disse a docente da letras Adma Fadul Muhana.
Outro professor, da EACH (Escola de Artes e Ciências Humanas), Pablo Ortellado, afirmou: "O que é mais chocante, era ver que, enquanto manifestantes levavam bombas, havia gente fazendo cooper e alunos fazendo atividades de aula", disse.
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