O Cruesp (Conselho de reitores das Universidades Estaduais de São Paulo) fará reunião nesta terça-feira (16), às 10h, para discutir a reabertura de negociações das reivindicações da greve da USP (Universidade de São Paulo). Deverá comparecer ao encontro uma comissão do Fórum das Seis (entidade que integra representantes de classe da USP, da Unesp e da Unicamp).
"Queremos renegociar, mas com a retirada imediata da PM", disse Magno de Carvalho, diretor do Sintusp (Sindicato dos trabalhadores da USP). O sindicato quer que um dos membros da comissão seja Claudionor Brandão, um dos diretores da entidade.
O ato que seria realizado amanhã, partindo do Masp até o Largo do São Francisco, foi transferido para a quinta-feira (18), uma vez que os estudantes do interior não teriam tempo hábil para chegar. A manifestação também terá participação de funcionários e estudantes da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Reintegração de Brandão
Nesta segunda-feira (15) a reitoria recebeu também uma liminar que obriga a USP a reintegrar o ex-funcionário Claudionor Brandão ao quadro de trabalhadores da instituição. Segundo Magno de Carvalho, o não cumprimento da liminar pode resultar em multa de R$ 10 mil reais por dia.
A readmissão de Brandão era uma das reivindicações da pauta unificada da greve, que pede também, dentre outros pontos, aumento de 16% mais parcela fixa de R$ 200. A reitoria, que recebeu a reintegração, ainda não se manifestou sobre o documento.
Brandão foi
demitido em dezembro de 2008, após processo administrativo iniciado em 2005. Desde 1987, trabalhava na antiga prefeitura da universidade, reparando e instalando aparelhos de ar condicionado.
Em reportagem da Folha de S.Paulo, o funcionário disse que foi acusado de "ter invadido uma biblioteca, ameaçado as pessoas e colocado em risco o acervo". Na ocasião, entrou na biblioteca da FAU (Faculdade de Arquitetura) com mais 50 funcionários, para levar os servidores do local para um piquete.
Após esse episódio, Brandão foi preso por reincidência: em outubro de 2008, ele havia sido condenado a 20 dias de suspensão por outro processo administrativo de 2006, quando apoiou um protesto de trabalhadores terceirizados e foi acusado de "desvio da função sindical". "A demissão é perseguição política", diz.
* Com informações da Folha de S.Paulo.
Copyright UOL. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução apenas em trabalhos escolares, sem fins comerciais e desde que com o devido crédito ao UOL e aos autores.