16/06/2009 - 13h39
USP, Unesp e Unicamp devem reabrir negociações a partir da próxima segunda
Ana Okada
Em São Paulo
Atualizada às 14h45
O conselho de reitores da USP (Universidade de São Paulo), da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) decidiu nesta terça-feira (16) que vai reabrir as negociações da pauta unificada da greve com o Fórum das Seis (grupo que reúne as entidades de professores e funcionários dessas instituições) a partir da próxima segunda-feira, 22 de junho.
De acordo com Magno de Carvalho, diretor do Sintusp (Sindicato dos trabalhadores da USP), o sindicato só vai negociar se a PM (Polícia Militar) for retirada da universidade. A reitora da USP, Suely vilela, por sua vez, teria afirmado que só retiraria os policiais se não houvesse mais piquetes. O sindicato irá discutir seu posicionamento em assembleia amanhã (17), às 10h.
O clima do encontro, segundo Carvalho, foi tenso: "Foi um bate-boca muito grande sobre a violência da polícia".
O Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) divulgou nota informando que está agendada uma reunião entre equipes técnicas do conselho e do Fórum das Seis pas o dia 19. A continuidade das negociações é prevista, de acordo com o comunicado, para as 14h do dia 22 de junho.
"Com essa decisão, o Cruesp reafirma sua convicção de que as negociações, conduzidas em clima de tranquilidade, levarão à superação das divergências e devolverão a normalidade às instituições universitárias", diz a nota.
Protesto no bandejão
Cerca de 300 estudantes, liderados pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes) também fizeram, nesta terça-feira (16), uma passeata até o "bandejão da química", que voltou a funcionar após o impedimento dos piquetes.
Além disso, no prédio dos cursos de história e geografia houve um ato de repúdio à repressão na universidade, com as presenças de Marilena Chauí e Antonio Candido de Mello e Souza.
Nesta segunda (15), funcionários, professores e estudantes da USP decidiram permanecer em greve. A paralisação das atividades de docentes e alunos teve início no dia 5 de junho; a dos servidores iniciou em 5 de maio.
Os manifestantes planejam, para esta quinta-feira (18), passeata partindo do Masp (Museu de Arte de São Paulo) em direção ao Largo do São Francisco, no centro de São Paulo.
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