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18/06/2009 - 15h18

Grevistas da USP chegam à Faculdade de Direito do Largo São Francisco

Ana Okada
Em São Paulo
Atualizada às 16h11

A passeata de grevistas da USP (Universidade de São Paulo) chegou à Faculdade de Direito do Largo São Francisco por volta das 15h10. A faculdade amanheceu fechada devido à manifestação que pediu democracia na instituição e a saída da PM (Polícia Militar) do campus.

  • Veja fotos da passeata de alunos, funcionários e professores da USP na Paulista
  • Você acha que a PM deve sair da USP?

  • Segundo comunicado oficial, o fechamento da faculdade foi uma "medida preventiva de proteção as pessoas que nela trabalham e circulam bem como o seu patrimônio histórico e imobiliário, mobiliário e bibliográfico". Estudantes que fariam provas, terão as avaliações remarcadas.

    O protesto interrompeu as duas faixas da avenida Brigadeiro Luís Antonio, sentido centro.

    Os manifestantes partiram do vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo) por volta de 13h40. Todo o trânsito de veículos sentido paraíso chegou a ser interrompido.

    Organizadores do evento do Fórum das Seis, entidade que congrega professores e funcionários da USP, da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unicamp (Unicamp Estadual de Campinas), estimam que mais de 3 mil manifestantes compareceram ao evento. A PM calculou que o número de participantes em 1.500.

    Rogério Cassimiro/UOL
    Grevistas da USP fazem protesto na avenida Paulista, nesta quinta-feira (18)

    3.000 flores

    Professores da USP levaram 3.000 flores para a avenida Paulista, em protesto que pede a democratização da universidade. As gérberas amarelas, laranjas e vermelhas estão sendo distribuídas para os manifestantes, que se posicionam para iniciar passeata até o Largo de São Francisco.

    "Elas representam a rejeição da violência do campus. Representam a paz. Queremos diálogo e não a violência", explica a docente do curso de Letras Roberta Barni e integrante da Adusp (Associação dos Docentes da USP).

    Segundo o Major Wanderley Barbosa Filho, da PM (Polícia Militar), cerca de 600 pessoas se concentravam no vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo), no início da tarde desta quinta-feira (18).

    Ao todo, 220 policiais, 13 carros da força tática, 50 motos e sete viaturas de rádio patrulha foram mobilizadas. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfico) também acompanha o protesto com 20 homens.

    Performances

    O protesto conta com uma bateria de manifestantes, carro de som e grupos performáticos. Cerca de 50 alunos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), fizeram chapéus imitando balões de diálogo de histórias em quadrinhos, como forma de chamara a atenção de quem passa pela Paulista.

    "Representamos o diálogo. Porque muito do que aconteceu foi pela falta de diálogo. Nós pensamos também nos pedestres, nós queremos saber se estão entendendo como uma passeata chata ou se sabem da situação da universidade", diz o estudante do curso de artes cênicas da Unicamp Marcelo Moraes.

    Uma outra jovem, usando vestido dourado extravagante e peruca azul, dizia simbolizar a USP: "Todos querem entrar, mas eu não deixo".

    Protesto contra PM no campus

    Entidades ligadas a estudantes, funcionários e professores da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) fazem passeata nesta quinta para protestar contra a ação da PM no campus da USP.

    A atuação da polícia culminou com o confronto entre policiais e manifestantes no final do dia 9 de junho.

    Do vão do MASP (Museu de Arte de São Paulo), estudantes, funcionários e alunos das três universidades paulistas seguiram em passeata até o Largo São Francisco.
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