A gripe suína, como é conhecida a influenza A (H1N1), chegou às escolas e universidades brasileiras. Até esta quinta-feira (25), pelo menos 18 instituições de ensino informaram ter detectado casos da doença (ou suspeitos de contaminação): são três faculdades, uma escola de idiomas e colégios de educação básica e infantil.
Ao todo, são 14 escolas de São Paulo, duas do Rio de Janeiro, uma do Paraná e uma de Minas Gerais.
As notícias de contaminação pelo vírus chegaram ao ensino superior apenas nesta quinta. A
FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) divulgou comunicado no qual informava ter detectado três casos de universitários com a doença. As aulas foram suspensas na noite de hoje e devem voltar ao normal no dia 3 de julho.
Outra instituição paulistana, a
Faculdade Cásper Líbero, também suspendeu as aulas. As férias foram antecipadas após a identificação de dois casos da gripe A entre alunos. As atividades previstas até o dia 30 de junho foram transferidas para o período de 31 de julho a 6 de agosto. Estima-se que a instituição tenha cerca de 3.000 alunos.
No Paraná
No Paraná, as aulas e atividades administrativas foram suspensas na
UEL (Universidade Estadual de Londrina). A rotina cotidiana deve ser retomada na próxima segunda-feira (29).
Segundo a instituição, uma estudante da Unesp (Universidade Estadual Paulista) que contraiu gripe suína teve contato direto com servidores e estudantes da universidade em 16 de junho. A universidade só manterá os serviços de emergência, como o do Hospital Veterinário e o de clínicas.
Por recomendação das autoridades sanitárias, 25 pessoas do CCA (Centro de Ciências Agrárias) e do setor de Anatomia da UEL foram afastadas das atividades por período de 10 dias.
Medidas adotadas
Cada escola adotou medidas diferentes, que vão desde a suspensão de parte das aulas, em turmas com alunos suspeitos, até a antecipação das férias escolares.
O MEC (Ministério da Educação) já informou que os dias letivos perdidos deverão ser repostos.
De acordo com os procedimentos do Ministério da Saúde, para lidar com a influenza A (H1N1), pode ser adotada a suspensão temporária de atividades, quando houver transmissão em escolas, creches e locais de trabalho. Ainda, segundo a pasta, a decisão sobre suspensão de aulas cabe aos sistemas de ensino.
Casos no país
Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, divulgado no início da noite desta quinta, o total de casos confirmados da doença no Brasil chega a 452. Há ainda 310 casos suspeitos do vírus A (H1N1), que passam por análise laboratorial. Outros 677 casos foram descartados.
O governo federal recomendou aos brasileiros que evitem viajar para Argentina, Chile, Estados Unidos, México, Canadá e Austrália.
De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), estes países têm transmissão sustentada - quando já não é possível identificar a origem do contágio. O ministério ressalta que "não há proibição nem restrição de trânsito de pessoas entre o Brasil e esses países" e acrescenta que "a recomendação é uma medida adicional de prevenção, tendo como base critérios epidemiológicos e o aumento, com a proximidade das férias de inverno, da circulação de turistas brasileiros em países com transmissão sustentada da doença".
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